<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747</id><updated>2012-01-30T10:24:40.884-03:00</updated><category term='http://estudiorealidade.blogspot.com/'/><title type='text'>Notas Subterrâneas</title><subtitle type='html'>Parce que moi je rêve, moi je ne le suis pas. (Léolo,1992)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-4296976813772068</id><published>2008-09-22T19:02:00.003-03:00</published><updated>2008-09-22T19:07:56.365-03:00</updated><title type='text'>National Gallery, em Londres, anuncia finalistas de concurso de retratos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SNgWPy6AZrI/AAAAAAAAAcQ/6KhK_qFA_OM/s1600-h/taylorwessing_310-div.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248969826319230642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SNgWPy6AZrI/AAAAAAAAAcQ/6KhK_qFA_OM/s400/taylorwessing_310-div.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Retrato do magnata da mídia Robert Murdoch feito por Tom Stoddart que concorre a prêmio em Londres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A galeria National Portrait Gallery, em Londres, anunciou os quatro finalistas de uma competição que premiará novos talentos da fotografia. O prêmio Taylor Wessing Photographic Portrait 2008 selecionou 60 retratos de um total de mais de seis mil imagens inscritas por 2,5 mil fotógrafos de todo o mundo. Um dos finalistas é um trabalho da fotógrafa britânica Lottie Davies, que retratou na fotografia "Quints" o pesadelo de uma mulher que sonha estar grávida de quíntuplos.&lt;br /&gt;Outro destaque da competição é o retrato "Murdoch Reflects", do fotógrafo Tom Stoddart. Na imagem, o britânico retrata o magnata da mídia Robert Murdoch em seu escritório na companhia News International. A imagem ilustrou uma matéria da revista "Time" sobre sua aquisição, por US$ 5 bilhões, da Dow Jones &amp;amp; Company. O vencedor do prêmio, que será anunciado em 4 de novembro, receberá 12 mil libras (R$40 mil). As fotos selecionadas ficarão em exposição no National Portrait Gallery de 6 de novembro até 15 de fevereiro do ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diversao.uol.com.br/ultnot/bbc/2008/09/22/ult2242u1732.jhtm"&gt;http://diversao.uol.com.br/ultnot/bbc/2008/09/22/ult2242u1732.jhtm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diversao.uol.com.br/album/bbc/taylor_wessing_photographic_album.jhtm"&gt;http://diversao.uol.com.br/album/bbc/taylor_wessing_photographic_album.jhtm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-4296976813772068?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/4296976813772068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=4296976813772068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/4296976813772068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/4296976813772068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/09/national-gallery-em-londres-anuncia.html' title='National Gallery, em Londres, anuncia finalistas de concurso de retratos'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SNgWPy6AZrI/AAAAAAAAAcQ/6KhK_qFA_OM/s72-c/taylorwessing_310-div.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-4876186209799808922</id><published>2008-09-21T17:23:00.000-03:00</published><updated>2008-09-21T17:24:35.859-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SNatd4mlyPI/AAAAAAAAAcI/MmIO2wniapU/s1600-h/m%C3%A3os.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5248573144668948722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SNatd4mlyPI/AAAAAAAAAcI/MmIO2wniapU/s400/m%C3%A3os.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-4876186209799808922?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/4876186209799808922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=4876186209799808922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/4876186209799808922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/4876186209799808922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/09/blog-post.html' title=''/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SNatd4mlyPI/AAAAAAAAAcI/MmIO2wniapU/s72-c/m%C3%A3os.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-5981205477728616450</id><published>2008-09-21T17:11:00.001-03:00</published><updated>2008-09-21T17:13:44.847-03:00</updated><title type='text'>Karl Marx manda lembranças</title><content type='html'>CESAR BENJAMIN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vemos não é erro; mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS ECONOMIAS modernas criaram um novo conceito de riqueza. Não se trata mais de&lt;br /&gt;Modern economies have created a new conception of wealth. It is no longer a question of disposing of use-values, but it   is necessary amplify numerical abstractions. dispor de valores de uso, mas de ampliar abstrações numéricas. Busca-se obter mais quantidade do mesmo, indefinidamente. A isso os economistas chamam "comportamento racional". Dizem coisas complicadas, pois a defesa de uma estupidez exige alguma sofisticação. Quem refletiu mais profundamente sobre essa grande transformação foi Karl Marx. Em meados do século 19, ele destacou três tendências da sociedade que então desabrochava: (a) ela seria compelida a aumentar incessantemente a massa de mercadorias, fosse pela maior capacidade de produzi-las, fosse pela transformação de mais bens, materiais ou simbólicos, em mercadoria; no limite, tudo seria transformado em mercadoria; (b) ela seria compelida a ampliar o espaço geográfico inserido no circuito mercantil, de modo que mais riquezas e mais populações dele participassem; no limite, esse espaço seria todo o planeta; (c) ela seria compelida a inventar sempre novos bens e novas necessidades; como as "necessidades do estômago" são poucas, esses novos bens e necessidades seriam, cada vez mais, bens e necessidades voltados à fantasia, que é ilimitada. Para aumentar a potência produtiva e expandir o espaço da acumulação, essa sociedade realizaria uma revolução técnica incessante. Para incluir o máximo de populações no processo mercantil, formaria um sistema-mundo. Para criar o homem portador daquelas novas necessidades em expansão, alteraria profundamente a cultura e as formas de sociabilidade. Nenhum obstáculo externo a deteria. Havia, porém, obstáculos internos, que seriam, sucessivamente, superados e repostos. Pois, para valorizar-se, o capital precisa abandonar a sua forma preferencial, de riqueza abstrata, e passar pela produção, organizando o trabalho e encarnando-se transitoriamente em coisas e valores de uso. Só assim pode ressurgir ampliado, fechando o circuito. É um processo demorado e cheio de riscos. Muito melhor é acumular capital sem retirá-lo da condição de riqueza abstrata, fazendo o próprio dinheiro render mais dinheiro. Marx denominou D - D" essa forma de acumulação e viu que ela teria peso crescente. À medida que passasse a predominar, a instabilidade seria maior, pois a valorização sem trabalho é fictícia. E o potencial civilizatório do sistema começaria a esgotar-se: ao repudiar o trabalho e a atividade produtiva, ao afastar-se do mundo-da-vida, o impulso à acumulação não mais seria um agente organizador da sociedade. Se não conseguisse se libertar dessa engrenagem, a humanidade correria sérios riscos, pois sua potência técnica estaria muito mais desenvolvida, mas desconectada de fins humanos. Dependendo de quais forças sociais predominassem, essa potência técnica expandida poderia ser colocada a serviço da civilização (abolindo-se os trabalhos cansativos, mecânicos e alienados, difundindo-se as atividades da cultura e do espírito) ou da barbárie (com o desemprego e a intensificação de conflitos). Maior o poder criativo, maior o poder destrutivo. O que estamos vendo não é erro nem acidente. Ao vencer os adversários, o sistema pôde buscar a sua forma mais pura, mais plena e mais essencial, com ampla predominância da acumulação D - D". Abandonou as mediações de que necessitava no período anterior, quando contestações, internas e externas, o amarravam. Libertou-se. Floresceu. Os resultados estão aí. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. Karl Marx manda lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CESAR BENJAMIN, 53, editor da Editora Contraponto e doutor honoris causa da Universidade Bicentenária de Aragua (Venezuela), é autor de "Bom Combate" (Contraponto, 2006). Escreve aos sábados, a cada 15 dias, nesta coluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, sábado, 20 de setembro de 2008, FSP, Dinheiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-5981205477728616450?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/5981205477728616450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=5981205477728616450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/5981205477728616450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/5981205477728616450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/09/karl-marx-manda-lembranas.html' title='Karl Marx manda lembranças'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-6144269875149055875</id><published>2008-09-21T17:06:00.000-03:00</published><updated>2008-09-21T17:07:38.149-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='http://estudiorealidade.blogspot.com/'/><title type='text'>DA INUTILIDADE DA POESIA</title><content type='html'>"A poesia seria cúmplice, desde o início, desse sentimento que se chama amor. Eu acho que é uma coisa perfeitamente lógica, natural, porque a poesia, se vocês olharem bem, ela é o amor entre os sons e os sentimentos. Ela já é na sua substância, intrinsecamente, ela já é amor, já é aproximação, no sentido que é amor entre os sons e os sentidos, num sentido que a prosa não é. É por isso que a poesia não morre. Por que essa coisa tão inútil que não consegue sequer se transformar decentemente em mercadoria num mundo mercatório, esse mundo em que vivemos? Qualquer editor principiante sabe: poesia não vende. Existe esse hiato, realmente poesia não vende, e é bom que não venda! Sabe aqueles que reclamam dizendo, é um absurdo, um país como o nosso, não sei o quê, tchê, tchê, pá, pá, e poesia não vende. Vamos nos rejubilar. Poesia não vende. Poesia é ato de amor entre o poeta e a linguagem. E esse é um território como se fosse assim uma reserva ecológica do mercado em que vivemos que resiste ao fato de se transformar em mercadoria. Não é uma infelicidade e nenhuma inferioridade da poesia escrita, falando da poesia escrita, da poesia, escrita, da poesia livro, a dificuldade dela em se transformar em mercadoria é uma grandeza. Quem não entender isso não entende a verdadeira natureza da poesia, ela é feita de uma substância que é, basicamente, rebelde à transformação em mercadoria. A gente pode criar um mundo assim, um império total da mercadoria, tudo pode ser vendido, coisas, sensações, as coisas mais incríveis, os momentos mais emocionantes. Uma coisa, porém, não pode ser transformada em mercadoria, que é o amor. Amor é dado de graça, alguém pode comprar amor? Pode-se comprar o sexo de outra pessoa, mas o amor a gente sabe que é o último reduto que resiste à transformação em mercadoria.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Leminski&lt;br /&gt;em “Poesia: a paixão da linguagem” em Os Sentidos da Paixão (Cia das Letras)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-6144269875149055875?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/6144269875149055875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=6144269875149055875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/6144269875149055875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/6144269875149055875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/09/da-inutilidade-da-poesia.html' title='DA INUTILIDADE DA POESIA'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-416335562644508759</id><published>2008-09-10T18:18:00.000-03:00</published><updated>2008-09-10T18:19:48.690-03:00</updated><title type='text'>A dinâmica dos meios de comunicação</title><content type='html'>A sociologia de Bourdieu desmascara os interesses na produção da notícia, mas também suas críticas acadêmicas mais ingênuas&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Clóvis de Barros Filho&lt;br /&gt;                         &lt;br /&gt;Redação do jornal inglês The Daily Telegraph: a produção da notícia não decorre de um hedonismo naif, como acreditam alguns pensadores pós-moderno (Foto/Reprodução)&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;Infelizmente o sociólogo Pierre Bourdieu legou poucos estudos e reflexões sobre os meios de comunicação. Apesar de uma produção abrangente que discute desde problemas relativos à estrutura do ensino ( A reprodução), passando por complicadas questões sobre o gosto, a arte ( A distinção, As regras da arte), e até mesmo tratando questões ligadas ao mercado imobiliário ( As estruturas sociais da economia), Bourdieu pesquisou muito pouco sobre a comunicação. Seu principal texto sobre o assunto foi publicado no Brasil, em livro, intitulado Sobre a televisão. Texto este muito aquém de seus outros trabalhos. Tanto no número de páginas, quanto no rigor de pesquisa e na profundidade do assunto. Coube então aos seus discípulos, engajados no campo da comunicação, usar as ferramentas oferecidas por ele para o estudo da mídia.         &lt;br /&gt;Partindo dos referenciais teóricos de Bourdieu, podemos afirmar que o gosto, determinante de nossas inclinações aos atos de consumo midiático, tem uma origem social. Assim como a própria produção desta. E, por essa razão, ambas devem ser objetos de investigação sociológica. Sociologia do consumo midiático. Sociologia de sua produção. Problemas intrínsecos para quem faz uso dessa maneira de ver o mundo.             &lt;br /&gt;Com base em A distinção (1975), de Bourdieu, podemos constatar que tanto a produção como o consumo de produtos ligados aos meios de comunicação de massa não apenas possui uma origem social. Ela também discrimina e hierarquiza seus agentes. Classifica socialmente. Diferencia o leitor da revista CULT da leitora da revista Contigo, e exclui prováveis consumidores de revistas pornográficas que utilizam papel couché fosco. O consumo de mídia é, portanto, objeto de distinção social. Assim como também discrimina os agentes sociais que trabalham nesses meios, bem como seus textos.&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;Teoria sobre dominaçãoA definição do que é um meio de comunicação legítimo é, assim, uma questão de primeira importância para todos os agentes do grupo social. Afinal, alguns meios dominantes, como a Rede Globo e a Editora Abril, por exemplo, pretendem conservar o status quo midiático, enquanto outros, como a Rede Record e SBT, editoras periféricas e portais de internet apostam na subversão da ordem estabelecida, isto é, da relação de forças que estrutura o espaço da comunicação. Por isso, essa relação de forças acaba se objetivando numa relação de valores. Afinal, toda a vida organizada em sociedade, a menos que se recorra à violência física, deve ser reconhecida e aceita como legítima.         &lt;br /&gt;Por isso, a sociologia que estuda os meios de comunicação, como proposto por Bourdieu, é indissociável de sua teoria sobre a dominação. É pela demanda de seus produtos (vulgo Ibope) e pelas manifestações dos telespectadores que os dominantes asseguram suas posições. Abre-se, aqui, todo um campo de análise dos conflitos e da violência simbólica em jogo pelos meios, na qual os dominados participam da construção de legitimidade imposta, aceitando suas posições e ratificando um tipo dominante de se fazer produtos midiáticos.Mas se a mídia é um objeto sociológico que recentemente se impõe, constitui-se num objeto de investigação particularmente dramático para o sociólogo. O consumo midiático que, de certa forma, o traduz fenomenicamente, é um imenso depósito de pré-construções naturalizadas, portanto ignoradas enquanto tais no cotidiano, que funcionam como instrumentos habituais de construção. Todas as categorias comumente empregadas na identificação de suas tendências, idade - jovens e velhos -, sexo - homens e mulheres -, renda - ricos e pobres -, são contrabandeadas do senso comum, pelo discurso científico, sem muita reflexão. Alem disso, o padrão de quem avalia um produto televisivo, por exemplo, é o padrão enraizado pela trajetória social desse avaliador nas suas experiências com os diversos programas de televisão com que teve contato desde a infância.           &lt;br /&gt;Essas categorias de análise do produto midiático fazem parte de todo um trabalho social de construção de grupo e de uma representação desse grupo infiltrada na ciência do mundo social. É o que explica tanta facilidade de adaptação. Facilidade exagerada, talvez. Aceitas as categorias, listas e mais listas de dados estão à disposição do pesquisador para confirmação ou refutação parcial. A investigação sobre as inclinações de audiência deste ou daquele nicho - respeitados os critérios estatísticos de amostragem - ganham aura de constatação científica. A indiscutibilidade desse tipo de resultado legitima procedimentos e suas premissas. Encobre seu caráter arbitrário. Isso porque as escolhas técnicas, as mais aparentemente empíricas, são inseparáveis das escolhas de construção de objeto, as mais teóricas. Logo, explicar a produção dos meios de comunicação através de dados de audiência, tiragem, assinantes, cliques, e quantidade de anúncios recai num equivoco grave que só é justificado pelo imaginário do senso comum.&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;"Um jornalista escreve para outro jornalista"O campo de produção de conteúdos midiáticos tem regras próprias que se encontram em seus próprios agentes e nas suas relações com os demais. No meu livro O 'habitus' na comunicação, mostro como a produção jornalística é fruto de um habitus jornalístico, utilizando o jargão de Bourdieu, onde os critérios de fato jornalístico e de pauta não são meras estratégias burguesas de dominação, como diria um marxista, mas sim frutos de uma interiorização da aprendizagem jornalística. Interiorização esta que aprende a ver o mundo segundo uma determinada importância, classificada em certas editorias jornalísticas (primeira página, cidade, esporte, internacional etc.), pensa numa quantidade "x" de caracteres, e avalia a matéria segundo as observações de seus pares. Como nossos pesquisados confessam, "um jornalista escreve para outro jornalista". Assim como em nossas pesquisas sobre o campo publicitário, feitas na Escola Superior de Propaganda e Marketing, escutamos constantemente entre os dominantes a mesma observação: "Minha propaganda se impõe contra meu concorrente... Apesar de existirem as exigências do briefing imposto pelo contratante, nossa equipe está pouco preocupada com a recepção do público final. Só nos interessa o que nossos colegas vão dizer".            &lt;br /&gt;O forte apego à pesquisa de campo, exigência central feita pela sociologia de Bourdieu, desmascara não só o discurso interessado dos agentes da comunicação mas também o senso comum acadêmico que avalia a mídia segundo "achismos". Ao constatar que o discurso de um jornalista, ou de um relações públicas, não é em nenhum momento pautado pelos critérios "idealistas" de transparência, objetividade, neutralidade e democratização do conhecimento, constatamos que tais produções são frutos de um jogo de desejos. As matérias são selecionadas e escritas visando atingir interesses os mais diversos, determinados pela posição do agente no campo. Sem altruísmos e sem pensar no "bem comum", apesar de seus discursos identitários.&lt;br /&gt;          &lt;br /&gt;Jogo da comunicaçãoNem mesmo os publicitários, tidos como manipuladores, estão interessados no bem de seus clientes ou dos consumidores. No que se refere aos discursos acadêmicos dominantes sobre a comunicação, a sociologia de Bourdieu, através de uma pesquisa de campo rigorosa, expõe as ingenuidades e os erros que perspectivas marxistas e pós-modernas fazem da produção midiática. Há, sim, interesses envolvidos na fabricação de uma notícia, como ambos denunciam. Mesmo nesta matéria que eu escrevo, denunciando os interesses. Porém, o comunicador não é movido por uma ideologia burguesa para a dominação de massa. A reunião de pauta das grandes mídias não é, em nenhum momento, uma reunião de porcos asquerosos que visam camuflar a exploração capitalista e combater a ameaça comunista até seu total extermínio, posição esta compartilhada por muitos acadêmicos da "velha guarda" e por jovens, cheios de hormônios, que habitam os centros acadêmicos.         &lt;br /&gt;A produção da notícia, ou da propaganda, também não é fruto de desejos individuais que querem se expressar em toda sua "força" visando sua satisfação e fluidez, característico das ditas "sociedades pós-modernas" de consumo. Não é o hedonismo naïf o "combustível" que move os comunicadores de diversas áreas, como querem acreditar os pensadores pós-modernos. São desejos complexos de aceitação no campo, disputa e dominação que estão em jogo. São os troféus dos campos e suas posições de destaque e dominância o fim último da produção de notícia. A "preocupação" com o leitor, telespectador, ou consumidor é somente uma desculpa para justificar seus acertos ou fracassos. Respeitar o "bem" da empresa que contrata o comunicador é somente uma mera desculpa para se manter empregado e continuar jogando o jogo da comunicação.  Jogo esse com regras bem claras, mas quase nunca expressas.       &lt;br /&gt;Por essas duas razões, a sociologia de Pierre Bourdieu encontra dificuldades em se estabelecer no mundo acadêmico e mercadológico. Os métodos de investigação, e seus resultados, desmancham os mecanismos de defesa de ambos os campos. Desmascara os agentes da comunicação e os interesses acadêmicos mais sórdidos. Ao encarar tanto a produção da noticia ou publicidade e sua crítica voraz como produtos de consumo recheados de interesses, essa sociologia cria inúmeros inimigos. Nesse sentido, imita seu próprio criador. Odiado em vida por muitos e admirado por muito poucos.&lt;br /&gt;                    &lt;br /&gt;Clóvis de Barros Filho é professor livre-docente da ECA/USP&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Leia mais no dossiê sobre Pierre Bourdieu da CULT de setembro, já nas bancas:&lt;br /&gt;Uma introdução a Pierre Bourdieu, por Maria da Graça Jacintho Setton&lt;br /&gt;Articulações inovadoras entre ciência e política, por José Sérgio Leite Lopes&lt;br /&gt;Hierarquias da cultura, por  Ilana Goldstein&lt;br /&gt;Bourdieu e a educação, por Ana Paula Hey e Afrânio Mendes Catani&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://revistacult.uol.com.br/website/news.asp?edtCode=62086FC5-CC50-4461-A8FC-09B94427C868&amp;amp;nwsCode=49CBBDB1-2E31-45F8-B5E1-887569A2C49A"&gt;http://revistacult.uol.com.br/website/news.asp?edtCode=62086FC5-CC50-4461-A8FC-09B94427C868&amp;amp;nwsCode=49CBBDB1-2E31-45F8-B5E1-887569A2C49A&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-416335562644508759?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/416335562644508759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=416335562644508759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/416335562644508759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/416335562644508759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/09/dinmica-dos-meios-de-comunicao.html' title='A dinâmica dos meios de comunicação'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-7099784587975993933</id><published>2008-09-07T23:00:00.004-03:00</published><updated>2008-09-07T23:41:23.765-03:00</updated><title type='text'>ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA - SARAMAGO</title><content type='html'>Hoje fui presenteada com o cinema-arte do Fernando Meirelles em sua adapatação do romance de Saramago, Ensaio sobre a Cegueira. Uma manhã de domingo, um 7 de setembro sem louvores à Pátria, uma sessão de cinema que quase não aconteceu, afinal a programação anunciada no jornal local inseriu erroneamente a Cegueira às 10h45. Mas a fila de pessoas que preferiram não ir à praia aquela hora foi prontamente atendida. Começa o filme. Nas 2 horas que se seguiram, um misto de atuações brinlhantes, narrativa emudecedora, fotografia precisa e direção primorosa deram vida ao texto contundente de Saramago. Há pouco a se dizer quando o apelo sensível nos põe luz branca e intolerável em nossas miopias humanóides. Há momentos em que evadir-se da sala de projeção parece ser a melhor escolha. Não enxergar, nada. Flutuar sem versos pelos dias previsíveis, docilmente. Estourar os miolos das palavras e deixar que seus restos vaguem pelas bocas dormentes e insensatas. Meirelles me traz de volta a vontade de chegar ao final do filme. Não é que lhe restem esperanças. Trata-se apenas de não perdê-la. E o silêncio dos que sairam da sessão, a falta de fome, a votade de um café com sorrisos, lembranças de beijos doces, voltar para casa e dormir, dormir, dormir... e continuar passo vivo teimoso de caminhar! Abri a caixa de mensagens e me deparei com uma notícia vergonhosa de que ontem, no dia 06/09, em desrespeitosa assembléia geral, a CUT aprova ladinamente a criação de um "novo" sindicato de professores das universidades federais (&lt;a href="http://www.andes.org.br/imprensa/ultimas/contatoview.asp?key=5255"&gt;http://www.andes.org.br/imprensa/ultimas/contatoview.asp?key=5255&lt;/a&gt;). Irônico que a lucidez poética do filme me faça perceber que o pior cego é mesmo aquele que não se enxerga. Viva Saramago!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiram os links:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=12zOOaLBlnE&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=12zOOaLBlnE&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=gZYI5v4ScHI&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=gZYI5v4ScHI&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4XDmsXWlDqE&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=4XDmsXWlDqE&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KukaoWu00Uw&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=KukaoWu00Uw&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-7099784587975993933?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/7099784587975993933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=7099784587975993933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/7099784587975993933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/7099784587975993933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/09/ensaio-sobre-cegueira-saramago.html' title='ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA - SARAMAGO'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-1014597745963740472</id><published>2008-08-29T11:07:00.001-03:00</published><updated>2008-08-29T11:09:57.341-03:00</updated><title type='text'>Justiça proíbe imitação da voz de Lula em programa de rádio do Ceará</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u439040.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u439040.shtml&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;KAMILA FERNANDES, da Agência Folha, em Fortaleza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Justiça Eleitoral decidiu proibir a veiculação de supostos depoimentos do presidente Lula em favor de dois candidatos a prefeito no interior do Ceará. O motivo é que as gravações eram falsas, feitas por um imitador que buscava reproduzir, além da voz, até as figuras de linguagem que o presidente costuma usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fraude aconteceu nos municípios de Granja (a 353 km de Fortaleza) e Acopiara (a 345 km). Nos dois casos, os candidatos são coligados com o PT e já usam a imagem do presidente Lula em seu material de campanha impresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No rádio, porém, decidiram colocar uma fala falsa do presidente. O texto é muito parecido nos dois casos, com Lula cumprimentando todos com o tradicional "companheiros e companheiras", afirmando que "nunca na história desse país se fez tanto para melhorar a vida das pessoas" e declarando apoio ao candidato da coligação --em Granja, Romeu Aldigueri (PPS); em Acopiara, o prefeito Antonio Almeida (PTB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dois casos, a voz é a mesma, do imitador apelidado de Fox. O responsável pelas duas campanhas também é o mesmo: o cientista político Fabner Utida, de Fortaleza.&lt;br /&gt;Ele afirmou que não houve a intenção de enganar os eleitores com a imitação. "Em nenhum momento o locutor se identificou como o presidente Lula e a própria imitação em si não é das melhores, dá para perceber nitidamente que é uma imitação", disse. "Fizemos isso em tom de humor, como tantos humoristas fazem, para dar um tom alegre à campanha", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Justiça Eleitoral entendeu que nos dois casos a fala pode levar o eleitor a um engano, e por isso determinou a retirada do ar. Ainda assim, segundo Utida, outros candidatos com os quais ele nem trabalha o procuraram nos últimos dias para também fazer uma versão do depoimento de Lula. "Mas agora estamos com muita cautela", afirmou.  Sem poder usar o falso Lula, Utida disse que, pelo menos no caso de Aldigueri, já tem outras gravações, inclusive em vídeo, para colocar no ar, com declarações dos senadores Aloizio Mercadante (PT-SP) e Ideli Salvatti (PT-SC) em favor do candidato. "Mas esses são de verdade", disse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-1014597745963740472?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/1014597745963740472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=1014597745963740472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/1014597745963740472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/1014597745963740472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/justia-probe-imitao-da-voz-de-lula-em.html' title='Justiça proíbe imitação da voz de Lula em programa de rádio do Ceará'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-8441671119115298313</id><published>2008-08-24T12:16:00.000-03:00</published><updated>2008-08-24T12:17:31.972-03:00</updated><title type='text'>O submundo da cana</title><content type='html'>São Paulo, domingo, 24 de agosto de 2008 - Ilustrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estado que detém 60% da produção nacional de cana-de-açúcar, São Paulo não divide a riqueza derivada do boom de etanol com seus 135 mil cortadores, que vivem muitas vezes em situações precárias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;MÁRIO MAGALHÃES JOEL SILVA ENVIADOS ESPECIAIS AO INTERIOR DE SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontualmente às 4h42, a canavieira Ilma Francisca de Souza parte para o trabalho com sua marmita fornida de arroz coberto por uma lingüiça cortadinha. Em outro bairro de Serrana, ainda antes de o sol nascer, Rosimira Lopes sai para o canavial levando arroz com um só acompanhamento: feijão.Durante o dia, elas vão dar conta da comida, que já terá esfriado. A despeito do notável progresso que ergue usinas de etanol com tecnologia assombrosa, o Brasil segue sem servir refeições quentes aos lavradores da cana-de-açúcar.A bóia continua fria.Durante dois meses, a Folha investigou as condições de vida e trabalho dos cortadores de cana no Estado que detém 60% da produção do país que é o principal produtor do planeta.Gente como Ilma e Rosimira.Em uma das etapas de apuração da reportagem, por 15 dias percorreram-se 3.810 quilômetros de carro, o equivalente a nove trajetos São Paulo-Rio de Janeiro. Um mapa [veja na pág. 6] mostra onde ficam as cidades visitadas.Pela primeira vez em cinco séculos, desde que as mudas pioneiras foram trazidas pelos portugueses, em 2008 ao menos metade da cana de São Paulo não será colhida por mãos, mas por máquinas. É o que anunciam os usineiros.Como na virada do século 16 para o 17, quando o país era o líder do fabrico de açúcar, a cana oferece imensas oportunidades ao Brasil, em torno do álcool combustível do qual ela é matéria-prima. O etanol pode se transformar em commodity, com cotação no mercado internacional. As usinas geram energia elétrica.A riqueza do setor sucroalcooleiro, que movimentará neste ano R$ 40 bilhões, não atingiu os lavradores. Em 1985, um cortador em São Paulo ganhava em média R$ 32,70 por dia (valor atualizado). Em 2007, recebeu R$ 28,90. A remuneração caiu, mas as exigências no trabalho aumentaram. Em 1985, o trabalhador cortava 5 toneladas diárias de cana. Na safra atual, 9,3.Em 19 cidades do interior -na capital foi ouvido um representante dos empresários- , os repórteres procuraram entender por que, entre nove culturas agrícolas, a da cana reúne os trabalhadores mais jovens.Exige alto esforço físico uma atividade em que é preciso dar 3.792 golpes com o facão e fazer 3.994 flexões de coluna para colher 11,5 toneladas no dia. Nos últimos anos, mortes de canavieiros foram associadas ao excesso de trabalho.Conta-se a seguir o caso de um bóia-fria que morreu semanas após colher 16,5 toneladas. Não há paralelo em qualquer região com tamanho rendimento.Na estrada, flagraram-se ônibus deteriorados, ausência de equipamentos de segurança no campo, moradias sem higiene e pagamento de salário inferior ao mínimo.Conheceram-se comunidades de canavieiros que dependem do Bolsa Família, migrantes que tentam a sorte e lavradores que querem se livrar do crack e de outras drogas.Descobriram-se documentos que comprovam a existência de fraudes no peso da cana, lesando os lavradores.EscravidãoNo auge e na decadência do ciclo da cana-de-açúcar, os escravos cuidaram da lavoura e puseram os engenhos para funcionar. A arrancada do etanol brasileiro foi dada por lavradores na maioria negros.Assim como os escravos sumiram de certa historiografia, os cortadores são uma espécie invisível nas publicações do setor. Exibem-se usinas high-tech, mas oculta-se a mão-de-obra da roça.Impressiona na viagem ao mundo e ao submundo da cana a semelhança de símbolos da lavoura atual com a era pré-Abolição. O fiscal das usinas é chamado de feitor.Acumulam-se denúncias de trabalho escravo. É um erro supor que as acusações de degradação passem longe do Estado mais rico do país e se limitem ao "Brasil profundo". Uma delas é narrada adiante. Em São Paulo, localiza-se Ribeirão Preto, centro canavieiro tratado como a nossa "Califórnia".O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem minimizado os relatos sobre trabalho penoso nos canaviais. No ano passado, ele disse que os usineiros "estão virando heróis nacionais e mundiais porque todo mundo está de olho no álcool".O medo de retaliações é grande entre os canavieiros. Nenhum nome foi mudado nos textos, mas algumas pessoas, a pedido, são identificadas apenas pelo prenome ou nem isso. As entrevistas foram gravadas com consentimento.São muitos esses anti-heróis: segundo os usineiros, há 335 mil cortadores de cana no Brasil, incluindo os 135 mil de São Paulo. No Estado, prevê-se a extinção do corte manual para 2015, junto com as queimadas que facilitam a colheita.Ilma e Rosimira compõem uma espécie em extinção. Por meio milênio, os cortadores, escravos ou assalariados, viveram tempos difíceis. Nos próximos anos, não será diferente: com baixa qualificação, eles terão de procurar outros meios de sobrevivência.Não há sindicato que não constate queda nas contratações.O canavial não está tão longe quanto parece: ao encher o tanque com 49 litros de álcool, consome-se uma tonelada de cana; quando se adoça com açúcar o café da manhã, milhares de brasileiros já estão na lavoura de facão na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2408200806.htm"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2408200806.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-8441671119115298313?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/8441671119115298313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=8441671119115298313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/8441671119115298313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/8441671119115298313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/o-submundo-da-cana.html' title='O submundo da cana'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-7099706371201499419</id><published>2008-08-24T12:10:00.000-03:00</published><updated>2008-08-24T12:13:37.290-03:00</updated><title type='text'>FERREIRA GULLAR - Auto-retrato falado</title><content type='html'>São Paulo, domingo, 24 de agosto de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase nenhum fidalgo quis vir para a selva, cheia de mosquitos, serpentes e índios antropófagos&lt;br /&gt;DE UNS tempos para cá, não sei por que, comecei a me perguntar o que nos caracteriza, quem somos nós, brasileiros. E para ver se achava uma resposta fui relembrar como tudo começou. Verifiquei que custou a começar talvez porque nossos descobridores, os portugueses, não contavam com isso: de repente, caiu-lhes no colo uma terra selvagem quando o que buscavam era um caminho mais fácil para as Índias. Tomaram posse da terra, mas a deixaram de lado, até descobrirem que havia aqui uma preciosa madeira de cor vermelha, que os piratas franceses levavam para vender na Europa, sem nada pagar ao rei português. Isso deu origem a guerras sucessivas, que se estenderam por mais de meio século. As duas grandes nações indígenas tomaram partido: os tupinambás aliaram-se aos franceses, e os tupiniquins, aos portugueses, até que em 1559, Villegaignon, depois de tentar implantar aqui a França Antártica, se deu por vencido e foi embora. Mas em nenhum momento Portugal deu a entender que via o Brasil como uma extensão de nação portuguesa. Nada disso: pensava apenas em extrair da nova terra o que lhe desse lucro, e só.Trinta e dois anos após a descoberta, o rei português decidiu dividir a costa brasileira em capitanias para impedir que os invasores continuassem a saquear sua propriedade ou até mesmo ocupá-la. Mas quase nenhum fidalgo quis vir para a selva, cheia de mosquitos, serpentes e índios antropófagos. Vieram alguns membros da pequena nobreza, afora os condenados à morte, os degredados e alguns aventureiros, que se tornariam o outro componente do futuro povo brasileiro: desclassificados socialmente, sem família, eles se juntaram às índias e geraram os primeiros mestiços que, criados pelas mães, falavam tupi-guarani e se portavam como indígenas. O número desses mestiços foi crescendo à medida que, com a ocupação do território, os brancos passaram a prear índios e levá-los para trabalhar nas fazendas. Dá para entender por que, até meados do século 18, o idioma de quase todos era a língua geral do Brasil, ou seja, a língua dos índios. A certa altura, Portugal se dá conta de que estava se formando aqui um país que pouco tinha de português, e então surgiram decretos proibindo que se falasse tupi-guarani nas cidades e tornando obrigatório falar português.Ao lembrar esses tempos, verifica-se o total desinteresse de Portugal por oferecer formação cultural à nação que surgia. Pelo contrário, a impressão de jornais e livros era proibida. A atividade intelectual só a exerciam os jesuítas, que, para catequizar os índios, ensinavam-os a ler, mas tudo o que liam era o catecismo.Após perceberem que a melhor maneira de preservar os ganhos da coroa com a nova terra era povoá-la, surgiu a necessidade do escravo negro, mais facilmente dominável que o índio. Com a vinda dos negros e a miscigenação que aos poucos se deu, integrava-se no processo de nossa formação o terceiro elemento étnico e cultural. Mas até então, não havia a noção de que nascera aqui uma nação, de que todos pertenciam a uma mesma pátria. Segundo Capistrano de Abreu, isso ocorre pela primeira vez, quando brancos, negros, índios e mestiços se unem para expulsar os holandeses de Pernambuco.Com o crescimento das atividades econômicas, particularmente do comércio, surgiu uma classe média, cujos filhos iam estudar em Coimbra. Conquanto, já desde 1551, os colonizadores espanhóis fundavam uma universidade no México e, em seguida, outra no Peru, no Brasil, isso não ocorre nem mesmo depois da vinda de d. João VI, no começo do século 19. Assim, chegamos atrasados à civilização -o que não foi de todo ruim.Colonizado por nobres de segunda classe e meliantes de primeira, livramo-nos dos fidalgos, o que facilitou a mistura. Mas devemos muito a Portugal: um Portugal pragmático, sem metafísica. Conhece você algum outro rei que, para escapar ao invasor e salvar o reino, tenha fugido com as jóias e os móveis da Corte? Vão-se os princípios, fiquem os anéis. Herdamos essa "objetividade" que às vezes se traduz em sensatez. Aqui, não floresceu uma literatura do absurdo nem onírica, e até a ditadura, que nos oprimiu, torturou e matou bem menos que as dos chilenos e dos argentinos; só o necessário... E, depois, diferente da deles, terminou numa anistia que abarcou todo mundo, perseguidores e perseguidos. O que passou, passou, bola pra frente. É cinismo, amoralidade ou uma concessão realista pela volta à democracia? Berço de Macunaíma, aqui, pelo menos, jamais surgirá um Bin Laden.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2408200819.htm"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2408200819.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-7099706371201499419?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/7099706371201499419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=7099706371201499419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/7099706371201499419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/7099706371201499419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/ferreira-gullar-auto-retrato-falado.html' title='FERREIRA GULLAR - Auto-retrato falado'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-5478891257349297852</id><published>2008-08-24T12:06:00.002-03:00</published><updated>2008-08-24T12:10:09.063-03:00</updated><title type='text'>SABATINA FOLHA / WIM WENDERS</title><content type='html'>Preciso filmar Brasília - &lt;span style="font-size:78%;"&gt;São Paulo, domingo, 24 de agosto de 2008   - &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2408200828.htm"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2408200828.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em sabatina, diretor alemão Wim Wenders revela paixão por Oscar Niemeyer, conta que escreve "falsos roteiros" para obter financiamento e defende a liberdade de filmar o acaso&lt;br /&gt;O CINEASTA alemão Wim Wenders, 63, apontou Brasília como o lugar em que gostaria de filmar no Brasil. Disse que se "sentiria livre para trabalhar aqui", sem "o peso que um diretor sente quando vai filmar nos EUA" e que ele sentiu quando rodou lá "Paris, Texas" (1984). Wenders definiu Brasília como "uma tela em branco", em contraste com a paisagem dos EUA, que é "a mais fotogênica, porque fazem-se mais filmes lá do que em qualquer outro lugar". O cineasta foi sabatinado anteontem no auditório do Masp, em SP, pelo diretor brasileiro Walter Salles e pelos jornalistas da Folha Alcino Leite Neto, José Geraldo Couto e Marcos Strecker. A seguir, os trechos centrais da conversa.BRASÍLIA É EXEMPLO PARA O MUNDO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha história com o Brasil começou quando eu era criança. E não tinha a ver com filmes, mas com cidades. Eu era apaixonado pelo [trabalho do arquiteto Oscar] Niemeyer e impressionado com a idéia de construir uma cidade no meio da selva -ou, pelo menos, era assim que sua obra era apresentada na Alemanha. Na parede do meu quarto, tinha todas as informações e imagens que podia ter sobre Brasília. Se eu fosse fazer um filme amanhã sobre o Brasil, não hesitaria em filmá-lo em Brasília, um lugar extraordinário e um exemplo para o mundo. Passaria algum tempo lá, até encontrar a história que a cidade me contasse. Você tem que ir a um lugar com o qual tenha afinidade e deixar o próprio lugar lhe contar uma história. Assim surgiu a maioria dos meus filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MIL FILMES PARA FUGIR DO FRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era jovem em Paris e queria me tornar pintor. Não conhecia ninguém, morava sozinho num quarto frio, gelado. Encontrei o lugar mais barato e quente para passar o tempo, que era a Cinemateca. Vi mais de mil filmes em um ano. Uma retrospectiva do diretor americano Anthony Mann [1906-1967] me marcou. Pela primeira vez, via filmes em que não estava só seguindo a história, mas entendendo a linguagem. A segunda grande influência veio depois de já ter feito quatro filmes. Alguém me disse que estavam mostrando um filme japonês que eu tinha que ver. Nunca tinha ouvido falar em [Yasujiro] Ozu [1903-1963]. Fui a uma sessão de "Era uma Vez em Tóquio" em Nova York e fiquei apaixonado. Vi algo tão mais profundo, transparente e transcendente do que qualquer coisa que tinha feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LIBERDADE DA ESTRADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda fazia meus curtas quando percebi que os filmes podiam ser feitos no estúdio mas também na estrada. Desde que fiz isso pela primeira vez, vi que não havia nada melhor. Uma viagem não é sobre chegar a algum lugar, é a experiência de estar na estrada. A maioria dos filmes são rodados fora da ordem cronológica, primeiro o final, depois o meio etc. Uma forma insana. Num "road movie", você segue a estrada. Percebi que havia muita liberdade em conseguir filmar a história e vivê-la ao mesmo tempo. Na estrada, você fica inclinado a se abrir mais -não só à paisagem mas também em relação às pessoas que você encontra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TRAPAÇA DO FALSO ROTEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte dos meus filmes foi feita sem roteiro ou com roteiro bastante frouxo. Os de que mais gosto são os menos cerebrais, que aconteceram espontaneamente. "Asas do Desejo" foi feito sem roteiro. Prefiro que a realidade entre o máximo possível no filme. O que acontece sem planejamento é muito mais precioso do que qualquer coisa que você possa tentar. Hoje, até para um diretor como eu, que já provou que consegue filmar sem roteiro, isso não é mais possível. Escrevo roteiros falsos, só para conseguir o financiamento, e depois os deixo de lado. Em "Paris, Texas", escrevemos um outro final, ridículo, hilário, que não seria rodado. Fizemos isso só para ter um roteiro completo. Trapaceamos. É o jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MUNDO DE HOJE É DIGITAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o cinema produziu nos primeiros cem anos foi extraordinário, mas o mundo de hoje não pode ser tratado com essa tecnologia, essa gramática e esse vocabulário. As histórias que precisam ser contadas hoje lidam com pessoas que vivem num contexto social totalmente diferente do que poderia ser imaginado no século 20. A tecnologia daquele cinema não consegue mais captar a essência da vida contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS SALAS DE CINEMA NÃO MORRERÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência [de assistir a um filme com outras pessoas no cinema] não se perdeu e não se perderá. Mesmo gente muito jovem gosta da sala escura. Ao mesmo tempo, gosto dos DVDs. Com eles, posso tratar os filmes e tê-los como tenho livros. Posso ir para o capítulo que gosto ou ouvir os comentários do diretor. São experiências completamente diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CINEMA REGIONAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cinema europeu" é uma noção muito nova. Só nos últimos 20 anos os realizadores começaram a usar o termo. Surgiu porque precisávamos desse guarda-chuva para proteger os diversos cinemas nacionais. É a única maneira de continuarmos a fazer filmes em nossos idiomas. Não sei o quanto essa idéia está na mente do público sul-americano. Por exemplo, para o cinema brasileiro ou argentino poderem sobreviver. Essa noção existe? Se não, está na hora. Vocês vão precisar desse guarda-chuva. Quando tudo se tornar igual na era global, o nosso futuro e o futuro de muitos países vão depender do quanto as pessoas se sentirão em casa e se identificarão com aquele lugar. Só os cinemas regionais poderão dar suporte a isso. No futuro, a riqueza de um país não será a riqueza econômica, mas a da identidade própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMIGRAÇÃO E XENOFOBI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe na Europa uma onda de xenofobia crescente, que a globalização criou. Por causa do incrível crescimento da Alemanha nos anos 60, fomos dos primeiros países a ter exércitos de trabalhadores estrangeiros. Houve uma saturação. Os alemães acreditaram que essas pessoas iriam voltar para seus países. Mas é claro que não voltaram. A idéia de trazer aquela força de trabalho mais barata teve resultados bem diferentes do que imaginavam as pessoas. Infelizmente, muitos países europeus começaram a se tornar hostis e rígidos. Mas a maior razão para a imigração é a diferença crescente entre os países que têm emprego e os que não têm nada. No futuro, isso criará mais crise, mais violência, e forçará o planeta a buscar novas soluções. A solução não é fechar as fronteiras, mas abordar a fonte do problema -a pobreza. Se a pobreza no mundo não for reduzida, esse será o maior problema no resto do século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALERGIA A FILMES VIOLENTOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí nos últimos anos de uns 12 filmes em que percebi que não estavam me contando por que a violência ocorria, mas entravam em detalhes porque o diretor achava que era atrativo mostrá-la. Sou extremamente alérgico a esse tipo de filme. E grato a minha mulher. Sempre permaneci nesses filmes achando que, no fim, aprenderia alguma coisa. Ela vai embora logo. Levanta e diz: "Te espero lá fora". As mulheres têm uma antena social mais sintonizada. Ela percebe de cara que é um produto comercial e que a violência está lá apenas para criar um apelo.Os filmes de guerra, mesmo os que são críticos a ela, preparam você para aceitá-la como opção. Qualquer filme de guerra prepara você para a idéia da guerra. Toda vez que os americanos começam uma guerra, pedem a Hollywood uma série de filmes sobre o tema. Não podemos combater o fato de que os filmes são o que mostram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA INTERNET&lt;a href="http://www.folha.com.br/082354"&gt;www.folha.com.br/082354&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;veja trechos da sabatina&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-5478891257349297852?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/5478891257349297852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=5478891257349297852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/5478891257349297852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/5478891257349297852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/sabatina-folha-wim-wenders.html' title='SABATINA FOLHA / WIM WENDERS'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-7442374378861970454</id><published>2008-08-20T12:22:00.011-03:00</published><updated>2008-08-20T12:34:21.419-03:00</updated><title type='text'>IMAGENS DO CAMPUS DA UFC CARIRI... MUITO LINDO!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw5R7yQ3EI/AAAAAAAAAbo/YzlHxWdBofc/s1600-h/Imagem000.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236623446994115650" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw5R7yQ3EI/AAAAAAAAAbo/YzlHxWdBofc/s400/Imagem000.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw5FuEUl-I/AAAAAAAAAbg/OIQzncyyzH8/s1600-h/Imagem001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236623237153331170" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw5FuEUl-I/AAAAAAAAAbg/OIQzncyyzH8/s400/Imagem001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw47JYQffI/AAAAAAAAAbY/jc6kjisLSrw/s1600-h/Imagem004.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236623055506144754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw47JYQffI/AAAAAAAAAbY/jc6kjisLSrw/s400/Imagem004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw4ZmFSapI/AAAAAAAAAbQ/bFP8b04lFmA/s1600-h/Imagem007.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236622479095655058" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw4ZmFSapI/AAAAAAAAAbQ/bFP8b04lFmA/s400/Imagem007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw4NZd-MXI/AAAAAAAAAbI/AIpNs6Ac1Qg/s1600-h/Imagem008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236622269551096178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw4NZd-MXI/AAAAAAAAAbI/AIpNs6Ac1Qg/s400/Imagem008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw4C7I33TI/AAAAAAAAAbA/id2uMQRSGsc/s1600-h/Imagem010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236622089610845490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw4C7I33TI/AAAAAAAAAbA/id2uMQRSGsc/s400/Imagem010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw3wds1oeI/AAAAAAAAAa4/8p-6uV0XFs0/s1600-h/Imagem016.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236621772470985186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw3wds1oeI/AAAAAAAAAa4/8p-6uV0XFs0/s400/Imagem016.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw3irt_f0I/AAAAAAAAAaw/1H0EWD5G5NU/s1600-h/Imagem015.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236621535715753794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw3irt_f0I/AAAAAAAAAaw/1H0EWD5G5NU/s400/Imagem015.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw3OpmDX-I/AAAAAAAAAao/X_1UOW1jEP4/s1600-h/Imagem003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236621191548198882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw3OpmDX-I/AAAAAAAAAao/X_1UOW1jEP4/s400/Imagem003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw3A4znNlI/AAAAAAAAAag/azhnYINILsg/s1600-h/Imagem001.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw20ZoCYuI/AAAAAAAAAaY/jQY98C6l_lg/s1600-h/Imagem000.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-7442374378861970454?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/7442374378861970454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=7442374378861970454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/7442374378861970454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/7442374378861970454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/imagens-do-campus-da-ufc-cariri-muito.html' title='IMAGENS DO CAMPUS DA UFC CARIRI... MUITO LINDO!'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKw5R7yQ3EI/AAAAAAAAAbo/YzlHxWdBofc/s72-c/Imagem000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-8135187417784238744</id><published>2008-08-20T12:16:00.002-03:00</published><updated>2008-08-20T12:21:04.488-03:00</updated><title type='text'>Site interessante!</title><content type='html'>Pessoal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri um site, que se chama Trópico, bem legal com ótimos artigos, ensaios, discussões muito afins aos nossos. Repasso o link e alguns textos muito bons!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://p.php.uol.com.br/tropico/html/index.shl"&gt;http://p.php.uol.com.br/tropico/html/index.shl&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a China descobriu LacanPor Leneide Duarte-Plon - O psicanalista francês Michel Guibal fala das dificuldades de traduzir para o chinês os textos lacanianos, cuja difusão cresce no país... &lt;a href="http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/3001,1.shl"&gt;http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/3001,1.shl&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro transgênico do homemPor Maria Cristina Franco Ferraz - A nova crença na otimização empresarial do corpo é ironizada pelo escritor Ian McEwan, no romance "Sábado"... &lt;a href="http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/3002,1.shl"&gt;http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/3002,1.shl&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;audiovisual - QUEBRA-CABEÇAS - Os filmes desnarrativos de David LynchPor Humberto Pereira da Silva... &lt;a href="http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2999,1.shl"&gt;http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2999,1.shl&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-8135187417784238744?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/8135187417784238744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=8135187417784238744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/8135187417784238744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/8135187417784238744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/site-interessante.html' title='Site interessante!'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-1896319667049190572</id><published>2008-08-13T08:38:00.001-03:00</published><updated>2008-08-13T08:42:31.018-03:00</updated><title type='text'>Justiça de SP permite que jovem tatuado continue a disputar uma vaga na PM</title><content type='html'>WILLIAN VIEIRADA REPORTAGEM LOCAL&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1308200813.htm"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1308200813.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se Deus quiser", L.S.B., 25, vai ser policial militar. Ao menos, é o que ele diz. Candidato a soldado da PM excluído de um concurso por ter tatuagem, ele conseguiu, no último dia 5, uma liminar que garante participação nas próximas etapas da seleção -mesmo ostentando um pégaso (cavalo alado da mitologia grega) verde-azulado nas costas."Ele só recebeu a cartinha dizendo: "O senhor foi considerado inapto no concurso'", diz o defensor público Luiz Rascovski, que teve o pedido de liminar deferido pela 5ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Agora, L.S.B. fará os últimos testes (psicológico, investigação social e análise de títulos). Se aprovado, entra para o curso, aspirando a um salário inicial de R$ 2.000.L.S.B. já fez provas de escolaridade e de condicionamento físico e foi aprovado, segundo a Defensoria Pública. Mas, na terceira etapa, passou em 12 dos 13 exames médicos. Foi reprovado na avaliação de pele, por conta do desenho."Minha tatuagem não aparece nem de regata", afirma L.S.B, que não viu problemas ao ler o edital, que diz que "os candidatos que ostentarem tatuagem serão submetidos à avaliação"; que o desenho "não poderá atentar contra a moral e os bons costumes"; e que "deverá ser de pequenas dimensões", sem cobrir "regiões ou membros do corpo em sua totalidade" ou estar "em regiões visíveis quando da utilização de uniforme de treinamento físico".Para Rascovski, todas as cláusulas foram obedecidas. "A tatuagem do candidato não afronta a moral e os bons costumes e localiza-se na parte posterior do ombro, não interferindo de nenhuma forma na sua atuação como membro da polícia."A PM diz seguir "o que está no edital do concurso".Para L.S.B, ser PM era "um sonho", antigo como a marca que tentou esconder. "Tenho uma mancha de nascença e fiz a tatuagem para cobri-la", afirma. Mas não deu certo. "A tatuagem ficou mais escura e a mancha também." E ele acabou reprovado no concurso."Preparei-me por um ano e meio, consegui bolsa em cursinho, aí o médico vê de longe e dá um parecer: eliminado", diz L.S.B, agora mais confiante. "É minha opção e vai dar certo. Se Deus quiser."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-1896319667049190572?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/1896319667049190572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=1896319667049190572' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/1896319667049190572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/1896319667049190572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/justia-de-sp-permite-que-jovem-tatuado.html' title='Justiça de SP permite que jovem tatuado continue a disputar uma vaga na PM'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-7765699823846109686</id><published>2008-08-11T13:07:00.002-03:00</published><updated>2008-08-11T13:11:09.608-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKBj-x6l2lI/AAAAAAAAAaQ/0ijM3h_HviI/s1600-h/dito-macaco.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233292697206643282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 659px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px" height="149" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKBj-x6l2lI/AAAAAAAAAaQ/0ijM3h_HviI/s400/dito-macaco.gif" width="455" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-7765699823846109686?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/7765699823846109686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=7765699823846109686' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/7765699823846109686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/7765699823846109686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/blog-post.html' title=''/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKBj-x6l2lI/AAAAAAAAAaQ/0ijM3h_HviI/s72-c/dito-macaco.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-4087581657752369958</id><published>2008-08-11T13:04:00.001-03:00</published><updated>2008-08-11T13:06:03.033-03:00</updated><title type='text'>Vagabundo ilumindao</title><content type='html'>Estas lindas histórias foram retiradas do excelente livro "The Snow Lion's Turquoise Mane: Wisdom Tales From Tibet" de Surya Das, com introdução por Sua Santidade o XIV Dalai Lama e prefácio por Daniel Goleman, com a benção de Sua Santidade Dilgo Khyentse Rinpoche. O livro contém 150 contos tibetanos, e pode ser comprado por U$ 18 em alguma loja virtual como a &lt;a href="http://www.amazon.com/"&gt;amazon.com&lt;/a&gt;, ou a &lt;a href="http://www.snowlionpub.com/"&gt;Snow Lion Publications&lt;/a&gt;. Uma ótima recomendação para quem aprecia o budismo ou o Tibete e domina a língua inglesa. Para cada árvore utilizada na produção do livro, o autor e a editora garantem que plantarão duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prostrações a um Vagabundo Iluminado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dza Patrul Rinpoche foi o maior mestre Dzogchen (Grande Perfeição) da virada do século. Famoso como professor, poeta e autor, viajou pelo Tibete oriental completamente anônimo, vestindo um traje nômade feito à mão de pele de ovelha. Poucos reconheciam este reverenciado lama ao qual todos queriam conhecer.UMA VEZ PATRUL RINPOCHE DEPAROU-SE com uma caravana de lamas que estavam a caminho de uma grande reunião e juntou-se a eles. Ele estava tão maltrapilho, e era tão comedido, que foi tratado como um praticante mendicante comum. Ele tinha que ajudar a preparar o chá, apanhar a lenha e servir os monges da comitiva enquanto viajavam por uma região remota de Kham, no Tibete oriental.Um dia, alguns deles ouviram que um importante lama estava dando uma grande transmissão, iniciação e ensinamentos Vajrayana (Veículo do Diamante) perto dali, e a comitiva inteira apressou-se para comparecer.Quando chegaram, todos os lamas e membros importantes do clero presentes adornaram-se com trajes monásticos completos, chapéus, coroas e adereços; selas ornamentadas e grinaldas decoravam alegremente suas montarias.Longos berrantes, conchas e trombetas de bronze ofereciam uma verdadeira sinfonia de sons celestiais. Cada reverenciado lama estava sentado em um trono, sua altura de acordo com a hierarquia oficial... Então os rituais e iniciações começaram.Ao fim da iniciação, todos aproximaram-se para apresentar oferendas ao mestre regente e receber a benção de sua mão sobre a cabeça. Patrul, que estava sentado quietinho atrás da congregação o tempo todo, entrou no fim da longa fila, esperando pela benção. Enquanto a coisa progredia vagarosamente, cada um prostrava-se perante o trono do grande mestre, oferecendo uma echarpe branca e recebendo uma bênção.No início, o lama tocava um por um com a mão. Então, como a congregação era muito grande, começou simplesmente a tocá-los com uma longa pena de pavão. Assim continuou, até que o maltrapilho vagabundo chegou diante dele. Os olhos do mestre regente arregalaram-se surpresos: esta figura maltrapilha era ninguém mais do que o Buda vivo, o supremo mestre Dzogchen Dza Patrul!Descendo do trono, o grande lama curvou-se ao chão. Enquanto a massa ficava boquiaberta, ele ofereceu a Patrul a pena de pavão e prostrou-se repetidas vezes diante do sábio, que sorria gentil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Traduzido para o português por &lt;/span&gt;&lt;a href="http://tzal.org/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Padma Dorje&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; em Julho de 1999. Revisado por Fabiana Fidelis em 2002. Correções e comentários para &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:dorje@bodisatva.org"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dorje@bodisatva.org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bodisatva.org/patrul/p.php?subaction=showfull&amp;amp;id=1091524887&amp;amp;archive=&amp;amp;start_from=&amp;amp;ucat=42"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.bodisatva.org/patrul/p.php?subaction=showfull&amp;amp;id=1091524887&amp;amp;archive=&amp;amp;start_from=&amp;amp;ucat=42&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&amp;amp;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-4087581657752369958?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/4087581657752369958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=4087581657752369958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/4087581657752369958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/4087581657752369958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/vagabundo-ilumindao.html' title='Vagabundo ilumindao'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-1712654551269572140</id><published>2008-08-11T12:51:00.002-03:00</published><updated>2008-08-11T12:54:21.079-03:00</updated><title type='text'>Olimpíada afugenta desempregados para mostrar Pequim "para inglês ver"</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;11/08/2008 - 10h42&lt;br /&gt;Rodrigo BertolottoEm Pequim (CHN) - &lt;a href="http://olimpiadas.uol.com.br/2008/reportagens-especiais/ult6174u33.jhtm"&gt;http://olimpiadas.uol.com.br/2008/reportagens-especiais/ult6174u33.jhtm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233288742139178546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKBgYkJBrjI/AAAAAAAAAaI/NljPB6R3RA4/s320/080811excluidos.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div&gt;&lt;/span&gt;Na estação de trem oeste de Pequim, o cartaz mostra o estádio Olímpico e o slogan "One Dream, One World". Embaixo dele, Jiang Zhao está tão à vontade como em um dos escuros alojamentos de obra que habitou nos últimos oito anos. Deitado em cima de sua bagagem embalada em enormes sacolas plásticas com estampas do Mickey e da Minnie, ele espera a composição que vai para a província de Heibei."Estou chateado por ter que sair. Trabalhei nos últimos anos transportando vigas de aço para nossos estádios, e, quando a Olimpíada finalmente chegou à China, eu vou para longe", se queixa o senhor Jiang.&lt;br /&gt;Como muitos ali na plataforma, ele não consegue emprego na capital desde 20 de julho, quando foram paralisadas construções e fechadas fábricas para não despejarem trânsito e poluição na cidade-sede. Atrás dos tapumes olímpicos, escavadeiras e guindastes estão estacionados. Nos bairros industriais, as ruas estão vazias como se o país estivesse em crise e não vivesse um crescimento econômico de 10% ao ano nas últimas três décadas.A debandada também livra a cidade de parte da população pobre. Calcula-se que Pequim tenha 17 milhões de habitantes, sendo que 4 milhões são migrantes que não têm permissão de residência - na China, é preciso ter uma licença para morar nas grandes cidades, medida para evitar o fluxo migratório que já é projetado em 400 milhões de pessoas até 2020 (ou seja, duas vezes a população brasileira saindo do campo pobríssimo para as emergentes metrópoles).Dong Qiang Xing, 75, é apenas um nessa estatística. E um bem chateado com a situação, sentado sobre uma folha de jornal no chão esperando o trem para a província de Shanxi. "Vim para Pequim varrer um parque perto do estádio olímpico. Ganhei 200 yuans (R$ 50) por uma semana de trabalho, mas gastei 188 com a passagem de volta. Enquanto os outros embolsam muito, lucrei 12 yuans (R$ 3) com essa Olimpíada", se revolta enquanto sorve sonoramente seu macarrão instantâneo.Ao lado dos banheiros, há pias com água quente para hidratar os potes industrializados de lamem. Após a infusão de quatro minutos, as pessoas ficam de cócoras, ingerem miojo e sugam o caldo. Nas salas de espera da estação, todos os bancos estão lotados.. Os mais precavidos trouxeram esteiras de bambu onde deitar, com sapatos e garrafas de chá verde pousados ao lado. Os mais cômodos usam como sofá a própria bagagem, acolchoadas pelas trouxas de roupa.A dupla Wang Heng e Chu Zheng está confortável sobre tudo o que acumularam na vida. Vão voltar para a terra natal, a província de Sichuan, que foi o epicentro do terremoto em maio último, com mais de 70 mil mortos. "Aqui em Pequim não faltava trabalho até a Olimpíada, mas vamos voltar para nossa cidade e tentar achar algum. Por mim, nem assisto às Olimpíadas, quero estar trabalhando", conta Heng, que viveu na capital por cinco anos.Os próprios patrões divulgaram o boato que a polícia pequinesa prenderia durante os jogos toda pessoa sem licença de moradia, algo que é maleável quando a cidade precisa de mão-de-obra barata e sem contrato. O temor e o desemprego expulsam os pedreiros, operários e ambulantes até que a comitiva olímpica formada por jornalistas, esportistas e turistas for embora.Mas outros motivos também entram em jogo. "Vou aproveitar para visitar minha mãe que não vejo faz tempo. Mas, quando acabar a Olimpíada, estou aqui procurando um bico", promete Jiang, o senhor do começo dessa reportagem, voltando para o texto como voltará para Pequim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-1712654551269572140?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/1712654551269572140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=1712654551269572140' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/1712654551269572140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/1712654551269572140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/olimpada-afugenta-desempregados-para.html' title='Olimpíada afugenta desempregados para mostrar Pequim &quot;para inglês ver&quot;'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SKBgYkJBrjI/AAAAAAAAAaI/NljPB6R3RA4/s72-c/080811excluidos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-7529633658234988379</id><published>2008-08-11T03:46:00.000-03:00</published><updated>2008-08-11T03:47:48.190-03:00</updated><title type='text'>Tudo muda na Índia, menos a forma como são tratados os pobres</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;11/08/2008 - Anand Giridharadas - -De Mumbai (Índia)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Aqui, no Taj Mahal Palace and Tower, o decano dos hotéis da cidade, o que você pensa a respeito da nova Índia pode depender de sua situação - você pode ser a pessoa que tem o sabonete sendo esguichado em suas mãos, ou a pessoa que está esguichando o sabonete.Em todos os toaletes masculinos do Taj há um ajudante. Assim que você se aproxima da pia, ele o cumprimenta. Antes que você abra a torneira, ele a abre para você. Antes que você passe o sabão, ele pressiona o dispenser. Antes que você alcance a toalha, ele lhe estende uma. Ao sair, ele o cumprimenta de novo e murmura: "Certo Senhor. Sim Senhor. Obrigado, Senhor".Ao sair, você sentirá a atmosfera exalando a nova riqueza, pelos automóveis. Dentro dormem os motoristas, muitos deles caindo no sono por trabalhar em turnos de 20 horas, acordando às 6h00 para pegar o trem, levar seus patrões para o trabalho e do trabalho, em seguida para os seus jantares, depois para os drinques, deixando-os em casa à 1 da madrugada e pegando um táxi para voltar para suas habitações.É 1 da madrugada, e no prédio onde mora o patrão, os saguões de entrada estão cheios de pessoas deitadas. São os servidores e varredores que trabalham dentro durante o dia, mas dormem fora à noite; que limpam os toaletes, mas não se atrevem a usá-las. Eles aprenderam a dormir sobre as frias lajotas, com os moradores do prédio passando por cima deles ao retornar das noitadas regadas a champagne.A Índia está mudando tão depressa que começa a se parecer com qualquer outro lugar. Os arranha-céus brotam. Cidades incham. Os jovens namoram, bebem, fumam livremente. Mas muitas das pessoas que estão tornando nova a nova Índia - dos corretores de ações às engalanadas socialites- são responsáveis pela preservação de um elemento de certa forma lúgubre do passado indiano: uma tendência a tratar os funcionários contratados como sua propriedade, insultá-los e humilhá-los e ser condescendente com eles, comportar-se como se alguns seres humanos tivessem nascido para servir e outros para serem servidos."Os indianos são provavelmente as pessoas menos democráticas, morando na maior e mais plural democracia do mundo," como afirmam Sudir Katar e Katharina Kakar, dois conhecidos estudiosos da cultura indiana, em um livro publicado recentemente, "The Indians: Portrait of a People" ("Os Indianos: Retrato de um Povo").É compreensível que, em épocas de abundância, os indianos prefiram falar de outras coisas.Mas se um diretor de cinema em Mumbai se impuser, em breve ele estará falando sobre empregados domésticos. Em uma tentativa de expor as relações entre empregados e servidores na Índia, da mesma forma que "A Cabana do Pai Tomás" mostrou a escravidão americana, Raja Menon fez um novo filme provocativo, retratando a Índia a partir do ponto de vista de um serviçal.O filme, "Barah Ana", que pode ser traduzido toscamente como "dar troco a menos" está atualmente sendo julgado por júris de festivas em Toronto e Veneza.Ele conta a história de três pessoas que migram para Mumbai, dos miseráveis lugarejos do norte da Índia. Trabalham como chofer, garçom e guarda de segurança, mandando a maior parte de seus ganhos para casa.São heróis em suas cidades; mas em Mumbai, são pessoas invisíveis, enfrentando a dureza que é ser um subordinado de outras pessoas em épocas de prosperidade.Em uma das cenas, uma rica dona de casa, rechonchuda e toda cheia de acessórios Louis Vuiton, circula pela cidade no banco de trás de seu utilitário negro, tagarelando no celular. De repente, o chofer pisa no freio, fazendo a mulher balançar e interromper a conversa."A criança que estava mendigando ficou na frente do meu carro," ela explica indignada à sua amiga, em inglês, depois de retomar o telefonema. "E aquele idiota do chofer simplesmente brecou."Em outra passagem, um guarda de segurança descobre que seu filho está doente e que sem um tratamento que custa US$ 150, ele morrerá. Yadav circula o prédio onde mora pedindo empréstimos de locatários que costumam gastar US$ 40 em pizzas. Os moradores, grudados em suas televisões, o tratam como um cachorrinho que deve ser enxotado.Naquela noite, ao se sentar para beber com amigos, ele se vê diante do que significara enterrar um filho. "Por que será", ele se queixa, "que uma pessoa só consegue sentir a própria dor e não a de outros?"A resposta do diretor é que a Índia tem algo mais profundo que um problema de pobreza.O país tem, em sua opinião, um problema de "desumanização". Em uma entrevista, ele descreve os empregados e servos da Índia como se fossem "duas espécies diferentes".A primeira parte do filme faz uma crônica das pequenas humilhações na Índia com um realismo de dar calafrios. A segunda parte prevê a explosão de violentas revoltas em um país cuja elite há muito se tranqüiliza com a idéia de que os pobres irão aceitar estoicamente sua condição.Menon acredita que tal estoicismo está minguando, em uma época na qual os ricos estão mais visivelmente ricos e os excluídos estão cada vez mais conscientes de sua condição de privações.Há muito se diz aos pobres que a pobreza é merecida, diz ele. Mas agora eles vêm a riqueza por toda parte, e estão começando a acreditar que a pobreza é circunstancial e pode ser revertida."É a aí que os diques se rompem", ele diz, "no momento em que a pessoa sente: 'Não é verdade que o meu lugar é esse. '"Um momento desses parece ter ocorrido recentemente, há algumas noites. O filme foi apresentado a um público de indianos jovens, de classe média, representantes da nova prosperidade do país.Mas um deles, Mitesh Thakkar, um gerente de marketing de 30 anos, chegou com o motorista de táxi que ele costuma contratar, e trouxe diversidade, ao convidar o motorista para assistir ao filme.Thakkar reagiu como qualquer um reagiria se sua classe social fosse acusada. O filme é bom, "mas toma partido", ele disse: "Talvez existam 70% de pessoas que os tratam mal, mas existem 30% que os tratam bem."Mas para o motorista do táxi, Javed Ali, o filme tornou-se um clássico no mesmo instante."Essa história é a verdade," ele disse. "Mostra tudo que eu penso".Ali é um trabalhador migrante, de 20 anos, e conhece de perto as humilhações mostradas no filme. Às vezes pessoas tomam seu táxi e recusam-se a pagar; às vezes estão bêbadas e o maltratam; às vezes gritam para ele: "Você não presta."Depois da projeção, algumas pessoas do público, incluindo Thakkar e Ali, foram jantar. (Pode ter sido influência do filme: jantar com um motorista de táxi na Índia é atravessar uma linha raramente cruzada.)Os outros participantes do jantar quiseram saber o que Ali, o único pertencente à classe trabalhadora na mesa, achou do filme. Ali respondeu, de forma casual, que sabia de onde vinham os personagens, que compreendeu a ânsia deles por vingança, depois de tantos anos de humilhação."Ele disse que quando o motorista seqüestra sua patroa - ele fez a coisa certa," contou Thakkar mais tarde, lembrando-se dos comentários de Ali. "Mesmo que ele tenha sido pego, precisava daquele seqüestro."Naquela noite, naquela mesa ocupada de forma tão incomum, com parte próspera e a pobre lado a lado, as realidades paralelas da Índia se colidiram de forma uma efêmera e ameaçadora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Tradução: Claudia Dall'Antonia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a id="v10bb" href="http://www.iht.com/pages/index.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Visite o site do International Herald Tribune&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-7529633658234988379?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/7529633658234988379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=7529633658234988379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/7529633658234988379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/7529633658234988379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/tudo-muda-na-ndia-menos-forma-como-so.html' title='Tudo muda na Índia, menos a forma como são tratados os pobres'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-347635440453261819</id><published>2008-08-09T20:44:00.000-03:00</published><updated>2008-08-09T20:45:41.678-03:00</updated><title type='text'>Arte-fato</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ4sHApmP8I/AAAAAAAAAY4/nfR9G5HzeRo/s1600-h/silentissexy_full.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232668315996274626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ4sHApmP8I/AAAAAAAAAY4/nfR9G5HzeRo/s320/silentissexy_full.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-347635440453261819?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/347635440453261819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=347635440453261819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/347635440453261819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/347635440453261819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/arte-fato.html' title='Arte-fato'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ4sHApmP8I/AAAAAAAAAY4/nfR9G5HzeRo/s72-c/silentissexy_full.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-6702235724402027034</id><published>2008-08-09T20:31:00.000-03:00</published><updated>2008-08-09T20:39:59.979-03:00</updated><title type='text'>Muito legal esse artigo sobre Marcuse!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://revistacult.uol.com.br/website/news.asp?edtCode=0FC20C99-CF56-4F8C-8425-C026ADC05D4F&amp;amp;nwsCode=98E3DABA-4A41-4585-9DF1-C998F429B3A0"&gt;http://revistacult.uol.com.br/website/news.asp?edtCode=0FC20C99-CF56-4F8C-8425-C026ADC05D4F&amp;amp;nwsCode=98E3DABA-4A41-4585-9DF1-C998F429B3A0&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Da "cultura afirmativa" à subjetividade criativa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma breve panorama das reflexões estéticas de Marcuse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rodrigo Duarte&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A reflexão sobre as artes sempre teve destaque na obra filosófica de Marcuse, o que atesta o tema de sua tese de doutoramento, defendida em 1922, em Freiburg, intitulada O romance de artista alemão ( Der deutsche Künstlerroman), trabalho que era fortemente influenciado pela Teoria do romance, de Lukács, e pelas Preleções sobre a estética, de Hegel. Dessa época até 1929, quando se estabeleceu novamente em Freiburg, Marcuse viveu em Berlim - onde nascera em 1898 -, participando ativamente de círculos intelectuais em que a estética e a política (e a correlação em ambas) constituíam o tema principal de discussão.&lt;br /&gt;O motivo do retorno de Marcuse a Freiburg foi o fascínio que o pensamento de Heidegger tinha lhe causado, mas, por volta de 1932, ele se decepcionou com o autor de Ser e tempo e se aproximou de Max Horkheimer, o que, na prática, significou também um reforço no antigo pendor pela estética, já que o interesse teórico do "Instituto de Pesquisa Social", dirigido por esse último, tendia cada vez mais para questões de filosofia da cultura e da arte. O resultado mais sensível dessa influência, que indica também o estabelecimento de um pensamento próprio de Marcuse, é o ensaio "Sobre o caráter afirmativo da cultura", o qual trata do comprometimento histórico da alta cultura com as necessidades ideológicas da burguesia setecentista em ascensão, na medida em que a arte erudita desviava, segundo Marcuse, a atenção da maioria do povo da situação de miséria em que se encontrava, ajudando, com isso, a consolidar o poder da nova classe dominante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ4pkqRlWwI/AAAAAAAAAYo/eOJkEyFKE5c/s1600-h/adorno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232665526851164930" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ4pkqRlWwI/AAAAAAAAAYo/eOJkEyFKE5c/s320/adorno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Theodor W. Adorno: presença constante na estética de Marcuse (Reprodução)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nesse ensaio, Marcuse relembra inicialmente a concepção da Antiguidade Grega, segundo a qual as manifestações culturais se encontram numa esfera separada, que transcende o âmbito da reprodução da vida e que divide a sociedade entre uma esmagadora maioria que deve realizar o trabalho físico e os poucos escolhidos que têm o ócio (em grego: Skolé, de onde veio a palavra latina schola) para se dedicar às coisas do espírito: ao verdadeiro, ao bem e ao belo. Nesse período da história, o próprio discurso das classes dominantes não esconde a concepção de que existem, por um lado, pessoas inferiores, às quais cabe a dura labuta física, e, por outro lado, seres humanos superiores - responsáveis pelas atividades intelectuais que propriamente engrandecem a humanidade.&lt;br /&gt;Cultura afirmativaEmbora as origens da "cultura afirmativa" se encontrem nessa cisão, ocorrida já na Grécia antiga, entre a produção material da vida e as realizações do espírito, o interesse principal de Marcuse recai na Idade Moderna, quando, por uma exigência de estratégia ideológica, o discurso da nova classe dominante - a burguesia - não pode mais, em sua pretensão de universalidade, excluir abertamente as classes subordinadas do acesso aos bens culturais, principalmente porque não está seriamente em questão a melhoria efetiva de suas condições materiais de vida: "Na época burguesa a teoria da relação entre o necessário e o belo, entre trabalho e prazer experimentou modificações decisivas. Em primeiro lugar desapareceu o modo de ver segundo o qual a ocupação com os valores supremos seria apropriada como profissão por determinados setores sociais. Em seu lugar surge a tese da universalidade e validade geral da 'cultura'. A teoria antiga afirmara de boa consciência que a maioria dos homens são obrigados (sic) a despender sua existência com a provisão das necessidades vitais, enquanto uma pequena parcela se dedica ao prazer e à verdade. Por menos que tenha se modificado a situação, a boa consciência desapareceu" ( Sobre o caráter afirmativo da cultura [CA] in "Cultura e Sociedade", p. 94).&lt;br /&gt;Na medida em que se constitui numa perfeição abstrata, a qual se encontra, por definição, para além do reino do esforço físico com vistas à reprodução da vida, a fruição estética teria vindo a calhar para os objetivos políticos da burguesia, que comportam uma admissão apenas simbólica das classes desfavorecidas, ao lado de sua exclusão factual das benesses do progresso econômico. É a partir dessa constatação que Marcuse define claramente o que ele chama de "cultura afirmativa": "(...) é aquela cultura pertencente à época burguesa que no curso de seu próprio desenvolvimento levaria a distinguir e elevar o mundo espiritual-anímico, nos termos de uma esfera de valores autônoma, em relação à civilização. Seu traço decisivo é a afirmação de um mundo mais valioso, universalmente obrigatório, incondicionalmente confirmado, eternamente melhor, que é essencialmente diferente do mundo de fato da luta diária pela existência, mas que qualquer indivíduo pode realizar para si 'a partir do interior', sem transformar aquela realidade de fato" (CA, p. 64).&lt;br /&gt;No contexto dessa discussão, a noção de "alma" assume a função de correlato subjetivo daquilo que é a cultura afirmativa no plano da objetividade. A raison d´être dessa correlação é que a experiência, realizável por qualquer indivíduo, de que ele possui em sua interioridade um âmbito inexpugnável, no qual pode estar só consigo mesmo e que pode ajudá-lo a suportar os embates que o trabalho alienado impõe à sua pessoa, é o solo subjetivo da propagação da idéia de que as mais sublimes manifestações culturais estão acima dos maiores sofrimentos e, por outro lado, acessíveis apenas àqueles capazes de compreendê-las ou pelo menos reconhecer o seu valor: "A alma prospera no interior do indivíduo apesar de todos os obstáculos e desvios: o menor dos espaços vitais é suficientemente grande para poder se estender ao infinito plano das almas" (CA, p. 109).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte como resistência à reificação&lt;br /&gt;Embora em "O caráter afirmativo da cultura" haja passagens nas quais Marcuse reconhece que o "idealismo burguês não é somente uma ideologia" e que "a cultura afirmativa foi a forma histórica em que se preservaram as necessidades dos homens que iam além da reprodução da existência" (CA, p. 99) e que, portanto, "o direito se encontra do seu lado" (CA, p. 119), prevalece, nesse ensaio, a idéia do papel ideológico e até mesmo opressor desse modelo de cultura. Quase duas décadas depois, em Eros e civilização, diferentemente do texto publicado em 1937, Marcuse atribui à arte a capacidade de se transformar num fator de resistência contra a reificação. Para essa substancial mudança na maneira de ver a arte culta contribuíram fatores de ordem biográfica e intelectual, como, por exemplo, o contato mais direto com a cultura de massas no exílio norte-americano (e sua comparação com a arte culta européia) e a recepção da psicanálise, como trai o próprio subtítulo da obra de 1955: "Uma investigação filosófica em torno de Freud".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos capítulos iniciais de Eros e civilização, Marcuse apresenta as condições e motivações que ajudaram a estabelecer o princípio de desempenho como versão tipicamente ocidental do princípio de realidade, o qual assume uma dimensão tanto mais opressiva quanto mais "avançado" é o capitalismo. Em seguida, ele apresenta (nos capítulos 7 a 9), os elementos que poderiam ajudar a estabelecer uma nova concepção de sociedade e cultura, para além das coerções da produção e reprodução materiais.&lt;br /&gt;Nesse processo, destaca-se o conceito - de origem freudiana - de "fantasia" como algo que retém, mesmo através da sociedade cada vez mais repressiva, um pouco da liberdade anterior ao estabelecimento da civilização com suas exigências de recalque das pulsões, tendo, portanto, uma importante função mediadora e até mesmo preservadora: "A fantasia desempenha uma função das mais decisivas da estrutura mental total: liga as mais profundas camadas do inconsciente aos mais elevados produtos da consciência (arte), o sonho com a realidade". Uma diferença importante de Marcuse com relação a Freud é que aquele, não obstante sua concordância com a descrição desse último sobre as características e modus operandi da fantasia, a compreende como uma força potencialmente transformadora da sociedade, discordando de Freud quanto à ênfase no seu aspecto apenas "homeostático", i.e., conservador das psiques humanas numa ambientação que lhes é sistematicamente hostil: "A arte é, talvez, o mais visível 'retorno do reprimido', não só no indivíduo, mas também no nível histórico-genérico. A imaginação artística modela a 'memória inconsciente' da libertação que fracassou, da promessa que foi traída. Sob o domínio do princípio do desempenho, a arte opõe à repressão institucionalizada a 'imagem do homem como um sujeito livre; mas num estado de não-liberdade, a arte só pode sustentar a imagem da liberdade na negação da não-liberdade'" (EC, p. 135).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socorro à grande arteÉ interessante observar que, enquanto Eros e civilização ostenta um tom otimista - mesmo que muito crítico -, manifesto na possibilidade de a própria vida vir a se tornar arte numa sociedade que tivesse superado a reificação característica do capitalismo monopolista, outra obra de Marcuse que teve grande repercussão, Homem unidimensional (1ª edição de1964), apresenta um enfoque bastante sombrio do mundo contemporâneo e das perspectivas de superação de seus impasses. No contexto da crítica implacável ao que ele chama de "dessublimação repressiva", i.e., a permissividade (principalmente moral) como modo de manipulação estético-política, Marcuse retoma a idéia - negativamente introduzida no texto sobre o caráter afirmativo da cultura - de que a grande arte (burguesa), com suas construções idealizadas, estabelece um âmbito separado da vida prosaica, totalmente condicionada pelas necessidades imediatas da sobrevivência física.&lt;br /&gt;Mas à diferença do ensaio de 1937, Marcuse atribui a esse fato uma conotação totalmente positiva e isso porque a tendência à superação da penúria econômica nas sociedades de capitalismo mais desenvolvido faz com que os mundos imaginários criados pela arte não pareçam mais algo desejável, porém inatingível; pelo contrário, a sociedade "real" parece já os ter superado e eles adquirem a aparência de algo simplesmente arcaico e passadista. Diante disso, o brado de Marcuse, agora, é de socorro à grande arte, que, ao ser superada pela realidade parece não ter mais razão de existir: "A característica nova de hoje é o aplanamento do antagonismo entre cultura e realidade social por meio da obliteração dos elementos de oposição, alienígenas e transcendentes da cultura superior, em virtude do que ela constituía outra dimensão da realidade. Essa liquidação da cultura bidimensional não ocorre por meio da negação e rejeição dos 'valores culturais', mas por sua incorporação total na ordem estabelecida, pela sua reprodução e exibição em escala maciça" ( A ideologia da sociedade industrial, p. 69-70)&lt;br /&gt;Prosseguindo com a reflexão sobre as questões estéticas, Marcuse produziu, na década de 1970, textos importantes sobre o tema, como, por exemplo, o capítulo "Arte e revolução" de Contra-revolução e revolta, no qual o filósofo parece sintetizar todas as posições por ele assumidas nas reflexões anteriores sobre arte, beleza e congêneres. Primeiramente, Marcuse faz referência à necessidade de uma "dessublimação" (não-repressiva, entendida como uma espécie de "mundanização") da arte, tal como vimos explicitamente colocada no capítulo 9 de Eros e civilização; logo a seguir, o autor retoma a posição assumida em Homem unidimensional, segundo a qual a forma é o elemento que preserva a verdade das obras de arte, mesmo (talvez principalmente) sendo burguesa sua origem de classe. Em terceiro lugar, Marcuse se refere explicitamente ao "Caráter afirmativo da arte" no sentido de indicar o âmbito da alta cultura como um domínio separado da "prosa da vida", numa alusão ao termo empregado por Hegel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra a estética marxistaNo entanto, a feição definitiva do posicionamento de Marcuse sobre as artes e a cultura é apresentada em A dimensão estética ( The aesthetic dimension, a partir do original alemão Die Permanenz der Kunst). Assim como se assinalou a influência de acontecimentos biográficos e históricos na mudança da estética de Marcuse rumo à concepção de Eros e civilização, vale apontar aqui que as idéias centrais de A dimensão estética possuem íntima conexão com o reconhecimento, por parte do filósofo, de que suas esperanças na capacidade de as forças sociais progressistas dos anos de 1960 iniciarem a concretização da utopia de Eros e civilização não se confirmaram. Segundo ele, "o movimento dos anos sessenta levou a uma transformação radical da subjetividade e da natureza, da sensibilidade, da imaginação e da razão. Abriu uma nova visão das coisas, permitiu o ingresso da superestrutura na base. Hoje o movimento está enclausurado, isolado, na defensiva e uma burocracia esquerdista embaraçada apressa-se a condenar o movimento como elitismo estético, impotente" ( A dimensão estética [DE], p. 40).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ4qMaC8lUI/AAAAAAAAAYw/LwEDDmvD3P4/s1600-h/terror+e+mis%C3%A9ria.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232666209689572674" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ4qMaC8lUI/AAAAAAAAAYw/LwEDDmvD3P4/s320/terror+e+mis%C3%A9ria.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Encenação de Terror e miséria no Terceiro Reich, de Bertold Brecht: "O potencial político da arte reside apenas em sua dimensão estética" (Marcuse, Dimensão Estética) (Divulgação)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Diante disso, pode-se reconhecer em A dimensão estética uma posição bem marcada a favor da subjetividade criativa contra a estética marxista ortodoxa, que condena aquela como expressão pequeno-burguesa. Ao contrário do que propala a ortodoxia marxista, segundo Marcuse, a criatividade dos artistas, na medida em que estabelece no seu produto um âmbito fechado em si mesmo, quebra o monopólio da ordem existente de determinar o que seja "realidade": "Assim, a arte cria o mundo em que a subversão da experiência própria da arte é reconhecida como uma reprimida e distorcida realidade existente. Esta experiência culmina em situações extremas (do amor e da morte, da culpa e do fracasso, mas também da alegria, da felicidade e da realização) que explodem na realidade existente em nome de uma verdade normalmente negada ou mesmo ignorada. A lógica interna da obra de arte termina na emergência de outra razão, outra sensibilidade, que desafiam a racionalidade e a sensibilidade incorporadas nas instituições dominantes" (DE, p. 19).       &lt;br /&gt;A importância concedida em A dimensão estética à "lógica interna da obra" desemboca na concepção da "forma tornada conteúdo", i.e., num modo de sua compreensão no qual os temas, motivos e assuntos explícitos das obras perdem relevância em benefício do trabalho de estruturação criativa propriamente dita, realizado pelo artista (DE, p. 20). Também esse ponto de vista distancia-se claramente da estética marxista ortodoxa, segundo a qual a arte revolucionária é definida já pela temática: dramas pessoais, reflexões sobre a condição humana em geral deveriam ser, enquanto temáticas "pequeno-burguesas", preteridos em favor de enfoques da luta do proletariado pela conquista do poder etc.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Superar o liame entre arte e práxis revolucionáriaPara Marcuse, o interesse recai não nesse liame superficial entre a arte e a práxis revolucionária, mas no poder daquela de evocar um princípio de realidade inteiramente outro com relação ao vigente, numa espécie de "alienação", à qual, no entanto, o filósofo atribui um sentido positivo, de retirada estratégica do mundo reificado da exploração do trabalho e da manipulação das consciências. Enfatizando essa retirada, Marcuse se reporta à sua antiga expressão sobre o "caráter afirmativo da arte", aqui com o significado de "empenhamento da arte no Eros", i.e., seu enraizamento na vida libidinal no sentido de valorização das forças vitais e de resistência contra os poderes que, desde tempos imemoriais, ameaçam a plena realização da humanidade (DE, p. 22). Isso não significa, no entanto, que a arte seja importante apenas na autoconservação da espécie, porque, na verdade, há nela, segundo Marcuse, um "imperativo categórico" próprio, segundo o qual, "as coisas têm que mudar" (DE, p. 24), o que, como já se disse, não ocorre através de um engajamento político explícito nas obras - como, por exemplo, da temática revolucionária -, mas pelo trabalho formal. Quanto a isso, Marcuse acrescenta que a apresentação verdadeira de interesses e visão de uma classe (mesmo que revolucionária) não torna necessariamente uma obra boa (DE, p. 26), reafirmando adiante que as boas obras em que aparece temática política não são boas por esse aparecimento, mas pela confrontação entre o mundo particular criado pelo construto estético e a realidade imediatamente dada (DE, p. 35). Se esse posicionamento lembra o da estética adorniana, isso não é casual. Afinal, apesar as diferenças entre as concepções estéticas de ambos os autores, Marcuse declara explicitamente nos agradecimentos de A dimensão estética: "A minha dívida à teoria estética de Theodor W. Adorno dispensa-me de qualquer agradecimento específico" (DE, p. 10).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-6702235724402027034?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/6702235724402027034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=6702235724402027034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/6702235724402027034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/6702235724402027034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/muito-legal-esse-artigo-sobre-marcuse.html' title='Muito legal esse artigo sobre Marcuse!'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ4pkqRlWwI/AAAAAAAAAYo/eOJkEyFKE5c/s72-c/adorno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-1191995703672963624</id><published>2008-08-09T20:25:00.000-03:00</published><updated>2008-08-09T20:28:35.751-03:00</updated><title type='text'>Olha só que bonitiiiiinho!!!! Poor guys!!!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Política - Ditadura - Procuradores apóiam punição para militares torturadores&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.opovo.com.br/politica/810046.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://www.opovo.com.br/politica/810046.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Militares da reserva defenderam o direito de que eles obtenham o perdão com base na Lei de Anistia&lt;br /&gt;  &lt;a onclick="window.open('http://admin.opovo.com.br/servlet/opovo?event=ctdi_noticiaForPrint&amp;amp;NOT_cod=810046','print_noticia','scrollbars=yes,toolbar=no,location=no,directories=no,status=no,menubar=no,resizable=yes,width=500,height=500');" href="javascript:return"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;07/08/2008 13:18&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os agentes públicos envolvidos em atos de tortura e morte durante o regime militar devem ser responsabilizados cível e criminalmente, pois os crimes cometidos por eles não podem ser considerados políticos ou conexos a atos políticos. A tese é dos procuradores da República de São Paulo Marlon Alberto Weichert e Eugênia Fávero, autores da ação civil pública contra os comandantes do DOI-Codi, entre eles o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. "A Lei de Anistia não tem o poder de anistiar esses agentes públicos, pois os atos de tortura são crimes contra a humanidade", afirmou Weichert. De acordo com o procurador, crimes de repressão cometidos por agentes de Estado não podem ser considerados crimes políticos. Na semana passada, militares da reserva defenderam o direito de que eles também obtenham o perdão com base na Lei de Anistia, de 1979. A polêmica foi levantada depois de o ministro da Justiça, Tarso Genro, propor a discussão sobre alternativas para que os "agentes públicos" envolvidos em atos de tortura sejam punidos.&lt;br /&gt;Agência Estado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-1191995703672963624?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/1191995703672963624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=1191995703672963624' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/1191995703672963624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/1191995703672963624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/olha-s-que-bonitiiiiinho-poor-guys.html' title='Olha só que bonitiiiiinho!!!! Poor guys!!!'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-596901130069264023</id><published>2008-08-09T20:19:00.000-03:00</published><updated>2008-08-09T20:21:31.557-03:00</updated><title type='text'>Folha de São Paulo, sábado, 09 de agosto de 2008</title><content type='html'>&lt;strong&gt;VIOLÊNCIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Moradores de rua são queimados em Alagoas &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;DA AGÊNCIA FOLHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois moradores de rua foram queimados na madrugada de ontem em Arapiraca (122 km de Maceió) enquanto dormiam.Eles tiveram queimaduras de segundo e terceiro graus nos braços e nas pernas e estão internados na Unidade de Emergência do Agreste.José Carlos Menezes, 50, e José Roberto da Silva, 36, disseram ao serviço social do hospital que não viram o agressor.Um deles conseguiu apagar as chamas do outro e uma testemunha acionou a Polícia Militar. Eles foram socorridos por uma ambulância do Samu.Menezes e Silva moram nas ruas de Arapiraca há cerca de três anos e costumam dormir próximo a um posto de saúde, onde foram atacados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-596901130069264023?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/596901130069264023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=596901130069264023' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/596901130069264023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/596901130069264023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/folha-de-so-paulo-sbado-09-de-agosto-de.html' title='Folha de São Paulo, sábado, 09 de agosto de 2008'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-115694031925921375</id><published>2008-08-09T20:08:00.000-03:00</published><updated>2008-08-09T20:18:05.425-03:00</updated><title type='text'>Psicólogos dão apoio a pacientes com câncer</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0908200837.htm"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0908200837.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, sábado, 09 de agosto de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramo recente da psicologia trata o trauma do câncer na família e no paciente; especialistas divergem sobre o tema"Só quem vence o estigma de morte ligado à doença e de loucura ligado à psicologia procura ajuda", diz psicooncologista WILLIAN VIEIRADA REPORTAGEM LOCALFaz algum tempo que Lucas, 4, pele alva e grandes olheiras, voltou a correr pela brinquedoteca do Centro Infantil Boldrini, em Campinas. Se agora ele se pendura no pescoço da mãe, Manoela Dualibe, 29, mostrando os dentes e ela não cai no choro como no começo da leucemia, diz, é porque teve "muito suporte". Ele faz quimioterapia. E ela ainda conversa com a psicooncologista que a "tirou da depressão"."Toda a família adoece com o câncer", diz a presidente da Sociedade Brasileira de Psicooncologia, Elisa Perina. Ela diz que o ramo recente da psicologia que trata os traumas do câncer permanece um mistério pela "quase inexistência em hospitais públicos". Há, sim, psicólogos nos centros oncológicos, exigência do Ministério da Saúde, mas sem a especialização. Especialistas divergem sobre o tema (leia texto nesta página)."Quando descobri a leucemia do meu filho, em 2006, achei que era a certidão de óbito", diz Manoela, levada a contragosto pela médica à psicooncologista. Viu o filho aprender sobre as "bolinhas do mal" e ganhar uma boneca para dar injeções, aceitando melhor o tratamento. "Mas quem precisava era eu", diz, com o sotaque de São Luís (MA), que ambos deixam a cada dois meses para ir a Campinas. "Precisei de ajuda para não passar tristeza para ele."Depois de 20 anos tratando pacientes com câncer, a psicoterapeuta Maria Margarida Carvalho, 75, a Magui, diz que pouco mudou desde então."Quando um psicooncologista procura o paciente, ainda ouve: "Não preciso de nada, não sou louco, só tenho câncer"."Hoje, ela atende pacientes no sobrado com "cheiro de casa da avó", no Pacaembu (região central de SP). "Só quem vence o estigma de morte ligado à doença e de loucura ligado à psicologia procura ajuda."Segundo Humberto Verona, presidente do Conselho Federal de Psicologia, a "atenção ao sujeito" é cabal para reduzir o sofrimento. Com isso, diz, "consegue-se um resultado muito melhor no tratamento."Mas, mesmo que não haja cura, "é preciso viver até o fim", diz Magui. Ela fala de um paciente que chegou "desenganado", e que, cheio de planos, casou, comprou casa, escolheu a mobília. Morreu meses depois -mas viveu bem até o fim. "Às vezes a pessoa está morrendo, quer falar dos medos, mas a família, não. O companheiro da morte é o psicooncologista."Elisa Perina concorda. "Fora de possibilidade de cura, o que vale é a qualidade de vida", diz. "Por que ir para o respirador na UTI se ele viverá cinco dias? Melhor estar cercado pela família." Como Katia (leia texto ao lado), que superou a morte iminente da filha realizando-lhe o último desejo -aproveitar bem sua presença. Para quase todosEdilaine Pimentel disse não. Ela engoliu as lágrimas para enfrentar o câncer no mediastino da filha, Ana, 15. Quando a psicóloga foi à UTI e perguntou o que ela tinha, Ana disse: "Sei, tenho câncer. Pode ser que eu morra, mas pode ser que não".Ambas aceitaram a doença sem desespero, "pela fé em Deus", diz Edilaine, evangélica de fala pausada. "Acho importante a psicooncologia, mas a gente não precisa." Nem vai precisar, diz, mesmo tendo o câncer voltado sem resposta à quimioterapia. A última chance é o transplante de medula. "Tem sofrimento, mas tem vitória também", diz, sorrindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-115694031925921375?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/115694031925921375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=115694031925921375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/115694031925921375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/115694031925921375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/psiclogos-do-apoio-pacientes-com-cncer.html' title='Psicólogos dão apoio a pacientes com câncer'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-3657919341943671203</id><published>2008-08-09T00:18:00.000-03:00</published><updated>2008-08-09T00:24:50.741-03:00</updated><title type='text'>Debord</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ0NWljOJ6I/AAAAAAAAAYQ/3-blJs4a-Qg/s1600-h/guydebord.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232353023762507682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ0NWljOJ6I/AAAAAAAAAYQ/3-blJs4a-Qg/s400/guydebord.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-3657919341943671203?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/3657919341943671203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=3657919341943671203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/3657919341943671203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/3657919341943671203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/debord.html' title='Debord'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ0NWljOJ6I/AAAAAAAAAYQ/3-blJs4a-Qg/s72-c/guydebord.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-689172656355755807</id><published>2008-08-08T23:52:00.000-03:00</published><updated>2008-08-08T23:59:03.160-03:00</updated><title type='text'>Friedrich Nietzsche</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ0HzRty7_I/AAAAAAAAAYI/oF3ffhOiFBs/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232346919584591858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ0HzRty7_I/AAAAAAAAAYI/oF3ffhOiFBs/s200/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Perdido seja para nós aquele dia em que não se dançou nem uma vez! E falsa seja para nós toda a verdade que não tenha sido acompanhada por uma gargalhada!"&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a class="autor" href="http://www.pensador.info/autor/Friedrich_Nietzsche/"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-689172656355755807?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/689172656355755807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=689172656355755807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/689172656355755807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/689172656355755807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/friedrich-nietzsche.html' title='Friedrich Nietzsche'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ0HzRty7_I/AAAAAAAAAYI/oF3ffhOiFBs/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-2406543826696564748</id><published>2008-08-08T23:20:00.000-03:00</published><updated>2008-08-08T23:46:01.978-03:00</updated><title type='text'>Discurso da Servidão Voluntária:</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ0D1vzrF9I/AAAAAAAAAYA/opnUTHAuBFQ/s1600-h/escoladeatenas1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232342563975534546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ0D1vzrF9I/AAAAAAAAAYA/opnUTHAuBFQ/s200/escoladeatenas1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;" Numa só coisa, estranhamente, a natureza se recusa a dar aos homens um desejo forte. Trata-se da liberdade, um bem tão grande e tão aprazível que, perdida ela, não há mal que não sobrevenha e até os próprios bens que lhe sobrevivam perdem todo o seu gosto e sabor, corrompidos pela servidão. A liberdade é a única coisa que os homens não desejam; e isso por nenhuma outra razão (julgo eu) senão a de que lhes basta desejá-la para a possuírem; como se recusassem conquistá-la por ela ser tão simples de obter."&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Etienne de La Boetie, Discurso da Servidão Voluntária, 1552)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.consciencia.org/boetie.shtml"&gt;http://www.consciencia.org/boetie.shtml&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-2406543826696564748?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/2406543826696564748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=2406543826696564748' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/2406543826696564748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/2406543826696564748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/discurso-da-servido-voluntria.html' title='Discurso da Servidão Voluntária:'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJ0D1vzrF9I/AAAAAAAAAYA/opnUTHAuBFQ/s72-c/escoladeatenas1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-4733078797383739941</id><published>2008-08-08T23:12:00.000-03:00</published><updated>2008-08-08T23:17:59.371-03:00</updated><title type='text'>Teatro: Mercadorias e Futuro</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232336231849968162" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJz-FKzSwiI/AAAAAAAAAX0/W_qL3NlPKyE/s320/t-sp-mercadoriadofuturo_r.jpg" border="0" /&gt;Editorial&lt;br /&gt;José Paes de Lira, o Lirinha, vocalista do Cordel do Fogo Encantado, estréia espetáculo Mercadorias e Futuro, na Sala Crisantempo। Na peça ele interpreta Lirovsky, um vendedor de livros que inventou uma parafernália de máquinas em forma de carrinho para ajudar em seu ofício। Dessa aparelhagem, dispara sons, imagens e luz, pondo em cena um aparato de recursos tecnológicos contemporâneos। São equipamentos que ele mantém ao alcance do corpo, ativando um arsenal de áudios pré-gravados que, junto com os improvisos, se convertem na trilha sonora do espetáculo। A narrativa explora a trajetória místico-comercial de um vendedor ambulante de registros proféticos। Dono da chave da decifração, não só interpreta as profecias e adivinhações que lhe chegam dos profetas, como as transforma em mercadoria: objetos de venda/revenda, um deles, o próprio livro em questão. Para isso, apóia-se na oralidade da narrativa, lança mão de criativa verborragia poética para capturar a clientela, apregoando o "indizível".&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guiadasemana.uol.com.br/event.asp?id=9&amp;amp;cd_event=40706&amp;amp;cd_city=1"&gt;http://guiadasemana.uol.com.br/event.asp?id=9&amp;amp;cd_event=40706&amp;amp;cd_city=1&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-4733078797383739941?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/4733078797383739941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=4733078797383739941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/4733078797383739941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/4733078797383739941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/teatro-mercadorias-e-futuro.html' title='Teatro: Mercadorias e Futuro'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SJz-FKzSwiI/AAAAAAAAAX0/W_qL3NlPKyE/s72-c/t-sp-mercadoriadofuturo_r.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2863709019647241747.post-9133584575663065022</id><published>2008-08-08T23:07:00.000-03:00</published><updated>2008-08-08T23:12:03.113-03:00</updated><title type='text'>Tropas russas invadem a Geórgia para tentar conter avanço sobre a região da Ossétia do Sul; líder rebelde fala em mais de mil mortos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Das agências &lt;span class=""&gt;internacionais.&lt;/span&gt; Atualizado às 19h56&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tropas russas invadiram nesta sexta-feira uma região com foco de conflito separatista na Geórgia, a Ossétia do Sul। Antes, tropas da Geórgia haviam bombardeado a região, considerada um enclave pró-Rússia, em uma ampliação de um conflito que já perdura desde o início dos anos 90. Um líder separatista fala em mais de 1.400 mortos após o conflito desta sexta. Segundo declaração do secretário do Conselho Nacional de Segurança georgiano, Alexandre Lomaia, à agência AFP, o presidente da Geórgia, Mikhail Saakachvili, decretará o estado de exceção "nas próximas horas". Com 3.900 km², a Ossétia do Sul, região separatista da Geórgia, localizada no leste europeu, está em conflito com o governo georgiano desde o fim de 1990. A disputa começou quando a região se autoproclamou "república soviética", mas o parlamento da Geórgia, que estava se separando da URSS, decretou a dissolução da região autônoma.Desde então, sucessivos conflitos e tentativas de acordo marcam a disputa pela região. O último teve início nessa sexta, quando as forças de paz russas e as "unidades militares georgianas" travaram "combates intensos" no sul da capital da Ossétia do Sul, Tsjinvali, segundo o comando das forças russas, citado pela agência RIA-Novosti.O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin declarou que a "guerra já começou", e Mikheil Saakashvili, presidente da Geórgia, acusou a Rússia de uma "bem-planejada invasão", dizendo que ele tinha mobilizado militares da reserva da Geórgia.A secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, pediu em nota que a Rússia retire as tropas e suspenda os bombardeios aéreos, de modo a "respeitar a integridade territorial da Geórgia".Em Pequim, o presidente George W. Bush prometeu apoio dos EUA à integridade territorial georgiana e reiterou o pedido por um cessar-fogo imediato.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2008/08/08/ult1859u287.jhtm"&gt;http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2008/08/08/ult1859u287.jhtm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2863709019647241747-9133584575663065022?l=notasubterranea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasubterranea.blogspot.com/feeds/9133584575663065022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2863709019647241747&amp;postID=9133584575663065022' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/9133584575663065022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2863709019647241747/posts/default/9133584575663065022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasubterranea.blogspot.com/2008/08/tropas-russas-invadem-gergia-para.html' title='Tropas russas invadem a Geórgia para tentar conter avanço sobre a região da Ossétia do Sul; líder rebelde fala em mais de mil mortos'/><author><name>gmm</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_qgE2R0q1Jdk/SMSh9E4kMwI/AAAAAAAAAbw/LkjWlCRBV5g/S220/outra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
